segunda-feira, 31 de maio de 2010
Major Araújo
O 31 de maio entra para a história goiana.
Nesta data um major do quadro de combatentes assumiu o comando moral de todas as entidades de classe representativas dos policiais e bombeiros militares.
De agora em diante qualquer negociação exigirá a presença do Major Araújo, presidente do clube dos oficiais e voz dos praças.
Pré candidato a deputado estadual, Araújo provou que tem potencial eleitoral suficiente para ser o representante dessa classe na câmara dos deputados.
Esta é a vontade da tropa.
domingo, 30 de maio de 2010
Afeganistão, Bolívia, México
Dias atrás Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu que a Embrapa pode ajudar o Afeganistão a substituir a papoula por outras culturas. Seria teoricamente uma bela contribuição pátria para desatar o nó estratégico das relações entre a política e o crime no país asiático: a estreita ligação do establishment com a produção e o tráfico de drogas.
Depois de por fim à presença soviética, o islamismo radical afegão cuidou de combater os senhores da papoula, e o governo do Talibã conseguiu resultados expressivos. Mas aí os talibãs tiveram a péssima ideia de dar salvo conduto à Al Qaeda, e de suportá-la no ataque aos Estados Unidos em 2001. Era uma retribuição pelo apoio recebido na guerra contra a URSS. Acabou mal, como se sabe.
Americanos de um lado, talibãs do outro, quem voltou a mandar no Afeganistão foi a turma da papoula. Cada lado cultiva — sem trocadilho — boas relações com esse revigorado motor da economia.
É um emblema da realpolitik de Washington: enquanto apertam a tenaz sobre o mercado da coca no noroeste da América do Sul, os Estados Unidos fecham taticamente um olho ao negócio da papoula na Ásia Central. Porque as Farc são adversárias, mas se você definir o combate à droga como pré-requisito para alianças políticas no Afeganistão você não achará aliado ali hoje em dia.
A realpolitik não é monopólio dos americanos, e até escrevi que no quesito ninguém chega aos pés de Lula. Se a Embrapa pode ajudar a diminuir a presença da papoula na economia afegã, por que sua excelência não impõe uma dinâmica semelhante nas relações com a Bolívia, quando o tema é a coca?
Talvez porque desfilar teorias sobre um pequeno país nos confins do mundo é uma coisa, outra coisa é tratar, em termos práticos, um problemaço bem aqui ao lado.
Evo Morales ascendeu em La Paz combatendo a pressão americana para o país diminuir a área plantada de coca. Esse é o nó político. Quem combatia ali a coca era (e é) tratado como serviçal americano. A retórica soa-lhe familiar?
E há o nó econômico. A Embrapa tem expertise para oferecer soluções técnicas, mas a matriz da confusão não está na inexistência de culturas alternativas à papoula e à coca no Afeganistão e na Bolívia, respectivamente. O impasse não é científico. A variável-chave é o dinheiro, o valor do mercado, do negócio. O xis da equação é a demanda pela droga e a rentabilidade da coisa.
Recentemente o governo americano admitiu o triste papel de seu país na tragédia em que o México mergulhou por causa do tráfico. Hillary Clinton foi lá e fez o mea culpa. O mercado americano é suficientemente valioso para justificar a atividade de alto risco ao sul do Rio Grande.
O México não estaria às voltas com a violência trazida pelos barões da droga se os americanos não estivessem dispostos a consumir a mercadoria que chega do vizinho.
É uma conta simples e universal. Considerada a demanda, qual o preço que compensa o investimento e garante o lucro máximo, tomados o risco de investir e a presença dos concorrentes?
No ótimo filme de Ridley Scott American Gangster, Frank Lucas (Denzel Washington) monta um esquema tão macabro quanto genial durante a Guerra do Vietnã: trazer dentro dos caixões dos militares mortos heroína do Sudeste Asiático para vender em Nova York.
Oferta quando há demanda é vetor dificílimo de controlar.
O PSDB introduziu na campanha o tema da cocaína vinda da Bolívia. Rapidamente o assunto caiu na gaveta da retórica. Discute-se a forma, se é a mais adequada para tratar um ponto delicado na relação com o país vizinho. O governo reagiu como se o assunto estivesse restrito aos limites da diplomacia.
Ora, não estamos tratando de gás natural, agenda que aliás Lula conduziu muito bem, preservando ao mesmo tempo o abastecimento e as relações com os bolivianos. Está em jogo a saúde dos nossos filhos e netos, o futuro dos nossos jovens, especialmente os mais pobres — as grandes vítimas do crack.
A poucos meses da eleição, o governo percebeu que precisamos lutar contra o crack. Por isso é que é bom ter eleição quase toda hora. Perto dela os governantes lembram rapidinho do que antes cuidaram de esquecer.
O Brasil precisa de uma política eficaz para diminuir radicalmente o consumo de cocaína, entre outras drogas. É urgente aumentar a pressão sobre o país de Evo Morales, mas não basta. Apertar o mercado consumidor é essencial para maximizar a eficácia da repressão ao narcotráfico.
Reduzir a demanda e aumentar (muito) o risco do negócio são as duas pernas do bom combate ao mal.
Fonte: Blog do Alon
Imóveis em favelas com UPP sobem até 400%
RIO - Um terreno de 3.700 metros quadrados e a tranquilidade que domina o lugar desde a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foram o bastante para o músico Renato Ferro da Silva decidir virar empreendedor. Ele comprou a área, na Rua Aboará, no Jardim Batan, em Realengo, parcelou informalmente e está vendendo os lotes, com 50 metros quadrados cada, do condomínio Novo Batan. Como o Batan, as outras 17 comunidades ocupadas vem inchando desde que deixaram de ser dominadas por traficantes ou milicianos, conforme mostra reportagem de Selma Schmidt, publicada na edição deste domingo no jornal O GLOBO.
A construção de puxadinhos e de mais um andar - para criar novos quitinetes e abrir espaço para mais gente - virou um cenário comum em favelas pacificadas. As associações de moradores dizem que, agora, é difícil achar imóveis para alugar ou vender. E os poucos disponíveis tiveram uma valorização de até 400% - caso de um quarto e sala à venda na Cidade de Deus, que foi de R$ 2 mil para R$ 10 mil - , de acordo com levantamento feito pelo estado. As casas de dois quartos nessa comunidade são negociadas a R$ 60 mil (100% de aumento). O aluguel de uma loja dentro da favela custa R$ 500, 150% a mais do que antes da inauguração da UPP, em fevereiro de 2009.
- Sempre se espera a valorização de locais que deixam de ser violentos. Mas o aumento de preços na Cidade de Deus me surpreendeu. Isso mostra que o que impedia a valorização do lugar era a violência - diz o secretário-chefe da Casa Civil do estado, Régis Fichtner.
O camelô Vanderlei da Silva Fonseca está entre os que vislumbram lucro com imóveis. Ele está construindo três quitinetes sobre sua casa, na Providência, última favela a ganhar uma UPP, em abril:
- Tem interessado na fila para alugar. Vou alugar duas por R$ 200 e uma por R$ 250.
Para Sérgio Magalhães, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil no Rio (IAB-RJ), é fundamental a presença efetiva da prefeitura nas comunidades ocupadas, a fim de orientar os moradores, fazer cumprir normas de construção e conter a expansão das favelas.
Na primeira favela pacificada, o Santa Marta, o levantamento do estado revela um aumento de 200% nos aluguéis de imóveis de quarto sala, que já custam R$ 450 no alto da favela.
O estado fez a pesquisa com associações e moradores. Os imóveis mais caros à venda foram identificados na parte baixa dos morros Tabajaras e Cabritos: R$ 80 mil, por uma loja; e R$ 70 mil por um dois quartos. No aluguel, os maiores preços foram encontrados na parte baixa do Chapéu Mangueira e da Babilônia: R$ 4 mil por uma loja e R$ 2 mil por um dois quartos. Nesses morros, para comprar um dois quartos é preciso pagar R$ 50 mil (mais 66%). Quem quer mais espaço, contudo, tem que desembolsar mais, como fez o garçom Marcelo Miranda Castro, de 49 anos, que pagou R$ 70 mil por uma casa no miolo do Chapéu Mangueira, com vista privilegiada da praia.
- Estou fechando o terraço e melhorando a casa, mas não é para alugar - revela Marcelo, que deixou a casa menor, no Chapéu, para um irmão.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
CCJ da Câmara aprova emenda que acaba com controle externo da polícia
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira proposta de emenda constitucional que acaba com o controle externo da atividade dos policiais, hoje exercida pelo Ministério Público.
Pela proposta, que agora será analisada numa comissão especial, cria-se o Conselho Nacional de Polícia, que será responsável por apurar denúncias contra os policiais, abrir processos disciplinares e editar atos que regulamentam a atividade.
Vários pontos da proposta foram contestados por deputados da comissão. Para Flávio Dino (PC do B-MA), há uma violação ao pacto federativo pois retira dos governos estaduais a fiscalização das ações administrativas da polícia. A Constituição estabelece que os Estados têm controle sobre as forças policiais.
"O delegado será senhor absoluto de todo o processo", argumentou Dino. Segundo a proposta, o conselho será formado por 17 integrantes, 10 deles delegados. "Esta anomalia fica evidente quando se questiona quem irá julgar o delegado."
O autor da PEC, deputado Régis de Oliveira (PSC-SP), rechaçou as críticas. "Estamos criando um conselho para reprimir o abuso dos delegados de polícia." Para ele, o conselho atuará nos moldes do Conselho Nacional do Ministério Público e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
O mesmo entendimento é seguido pelo relator da emenda, deputado Marcelo Ortiz (PV-SP). "Estamos igualando magistrados, promotores e delegados."
O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, Carlos Eduardo Benito Jorge, defendeu a emenda e criticou a atuação do Ministério Público. "Eles só apuram o que tem holofote". Para ele, o controle a ser exercido pelo conselho será mais abrangente porque contará com representantes da sociedade.
A mudança ampliará os casos de impunidade na polícia no entendimento do presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, César Mattar Júnior. "A polícia não quer se submeter ao controle de ninguém. O controle passará a ser interno. Quem perde é a sociedade", disse.
NANCY DUTRA
Fonte: Folha de São Paulo
terça-feira, 18 de maio de 2010
Polícia Federal anuncia paralisação de 24 horas
Policiais Federais de todo o País vão paralisar as atividades por 24 horas a partir de amanhã. Em alguns locais, como aeroportos, portos e fronteiras, os agentes realizarão operação padrão.
De acordo com nota da Federação Nacional do Policiais Federais (Fenapef), os profissionais pedem a reestruturação da carreira e da tabela salarial da categoria.
Amanhã, os policiais farão uma avaliação do diretor-geral, superintendentes e chefes de delegacia em todas as unidades da PF no País.
Priscila Trindade
Fonte: Agencia Estado
PM faz operação tartaruga; PC para
A semana começou em Goiás com a paralisação das atividades dos delegados da Polícia Civil e o início de uma operação tartaruga na Polícia Militar. A mobilização das categorias é uma resposta ao governo estadual que, na semana passada, sinalizou com a impossibilidade de atender as reivindicações relacionadas principalmente às perdas salariais. Ontem, aproximadamente 200 dos 381 delegados na ativa, se reuniram em assembléia na sede da Associação dos Delegados do Estado de Goiás (Adpego).
Na Polícia Civil, o descontentamento da categoria é visível. Mobilizados em assembléia permanente, os delegados reclamam perdas salariais da ordem de 30% nos últimos cinco anos para os profissionais em início de carreira e um percentual ainda maior para quem já atingiu o topo.
Os mais de 380 delegados na ativa em Goiás, a metade deles na capital, recebem hoje salários brutos que variam de R$ 8,7 mil (iniciante) a R$ 12,8 mil (classe especial), estes estão desde 2003 sem reajustes. De acordo com Wilson Luiz Vieira, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Sindepol), os subsídios são insuficientes para atrair novos delegados. No último concurso, segundo ele, foram aprovados 110 candidatos, mas somente a metade aceitou assumir o cargo, optando por carreiras jurídicas ou delegacias de outros Estados.
Na manhã de ontem, poucos delegados compareceram aos seus locais de trabalho na capital. Nas especializadas, apenas Jorge Moreira, titular da Delegacia de Homicídios, encaminhou algumas atividades. Muitos profissionais do interior do Estado também marcaram presença na assembleia da categoria.
Presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, Gilberto Cândido de Lima, explicou que a operação tartaruga ainda não é uma greve, mas deve desencadear uma paralisação. Segundo ele, os militares vão continuar a comparecer em seus postos de trabalho, mas as atividades de segurança pública serão desempenhadas lentamente. “Uma ocorrência que demoraria 3 minutos para ser atendida, será prolongada por 30 ou 60 minutos”, exemplificou.
De acordo com as entidades militares, por causa do impasse em resolver o problema da dívida da Celg, o Poder Executivo alega falta de recursos para o pagamento das perdas salariais da categoria.
Malu Longo
Fonte: Jornal O Popular
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Força Nacional é inútil
Candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra criticou veementemente a criação da Força Nacional de Segurança, subordinada ao Ministério da Justiça, e a chamou de inútil porque não combate o crime de tráfico de drogas e armas nas fronteiras do país.
Lembrou que a Força é formada por policiais militares cedidos pelos estados e que se reúnem em missões especiais sem o tempo necessário para preparo. Serra promete também equipar fortemente as Forças Armadas para o trabalho nas fronteiras.
As declarações foram feitas na entrevista ao programa Tribuna Independente, que vai ao ar, hoje, às 22h na Rede Vida de TV.
sábado, 8 de maio de 2010
Número dois das Farc é preso no Brasil
RIO - O número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), José Luis Sanchez, foi preso pela Polícia Federal brasileira em Manaus, no Amazonas, com outras oito pessoas e 45 quilos de cocaína, informa o site do jornal 'El País'. Responsável pelas finanças da guerrilha colombiana, ele vivia no Brasil com uma identidade falsa. Ele era conhecido na região como Daniel Rodrigues Horosco ou Tatareto.
José Luis Sanchez era procurado pelo governo colombiano por envolvimento em assassinatos, seqüestros e extorsões. Ele foi identificado a partir de impressões digitais obtidas com o governo colombiano. Segundo o policial Leandro Almada da Costa, um dos irmãos do guerrilheiro estava entre as pessoas que foram presas com ele. Ele também usava identidade falsa.
A Polícia Federal nega que as FARC tenham uma base de operações no Brasil. Segundo as autoridades, Sanchez e seus companheiros estavam no Brasil para atuar exclusivamente no tráfico de drogas que ajudaria a financiar a instituição, e não para fins políticos. Ele foi preso em uma das casas que possuía em Manaus, capital do Amazonas. A polícia também apreendeu uma estação de rádio através da qual o guerrilheiro se comunicava com a base das Farc na Colômbia.
Tatareto já havia sido preso uma vez com 10 quilos de cocaína em Manaus, mas foi inocentado por seu motorista, que alegou ser dono da mercadoria ilegal. Ele está agora em uma prisão na Amazônia.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê as FARC como um movimento de libertação e não um movimento terrorista. Em mais de uma ocasião, o governo brasileiro se ofereceu para mediar as conversas entre as FARC e o governo da Colômbia.
Fonte: O Globo
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Secretário Nacional de Segurança é investigado
Tuma Júnior e chefe da máfia chinesa - tudo a ver

Gravações telefônicas e e-mails interceptados pela Polícia Federal (PF) durante investigação sobre contrabando ligam o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, ao principal alvo da operação, Li Kwok Kwen, apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.
A relação de Tuma Júnior com Kwen, também conhecido como Paulo Li, foi mapeada ao longo dos seis meses da investigação que deu origem à Operação Wei Jin, deflagrada em setembro de 2009.
Paulo Li foi preso com mais 13 pessoas, sob a acusação de comandar uma quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados, importados ilegalmente da China.
Ao ser preso, Paulo Li telefonou para Tuma Júnior na frente dos agentes federais que cumpriam o mandado. Dias após a prisão, ao saber que seu nome poderia ter aparecido no inquérito, Tuma Júnior telefonou para a Superintendência da PF em São Paulo, onde corria a investigação, e pediu para ser ouvido.
O depoimento foi tomado num sábado, para evitar exposição. Tuma declarou que não sabia de atividades ilegais de Li. O surgimento do nome Tuma Júnior no inquérito seguia em segredo até agora.
O esquema, estimou a PF à época, girava R$ 1,2 milhão por mês. Os aparelhos eram vendidos no comércio paralelo de São Paulo e no Nordeste. Denunciado pelo Ministério Público Federal pelos crimes de formação de quadrilha e descaminho, Li seguia preso até ontem.
Além de ocupar um dos postos mais importantes da estrutura do Ministério da Justiça, Tuma Júnior preside, desde o último dia 23 de abril, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.
Foi investigando Paulo Li - a quem a PF se refere nos relatórios como comandante de "uma das maiores organizações criminosas de São Paulo e do Brasil" - que os policiais descobriram seus laços com Tuma Júnior. Entre os telefonemas gravados com autorização judicial, são frequentes as conversas de Li com o secretário nacional de Justiça.
Li, que de acordo com as investigações também ganhava dinheiro intermediando a emissão de vistos permanentes para chineses em situação ilegal no País, tinha livre trânsito na secretaria.
De acordo com o inquérito, Li conseguia agilizar processos em tramitação no Departamento de Estrangeiros, órgão subordinado diretamente ao secretário.
Os telefonemas também revelam o secretário como cliente assíduo do esquema: sem hesitar, ele fazia encomendas por telefone de aparelhos celulares, computador e até videogame.
As gravações mostram Li especialmente interessado nos bastidores da aprovação da lei que deu anistia a estrangeiros em situação irregular no País. Assim que a lei foi sancionada, em julho passado, o chinês logo passou a intermediar a aprovação de processos de anistia.
As demandas de Paulo Li eram transmitidas abertamente a Tuma Júnior - muitas delas, por telefone. Nos contatos, o secretário se mostrava diligente, de acordo com a PF.
Num deles, em 1º de agosto de 2009, ele convida Li para uma conversa em Brasília ou em Ribeirão Preto, onde daria palestra dias depois. "Eu tenho um monte de respostas daqueles negócios. Se você quiser vir...", disse.
Tuma demonstra ter proximidade com Li, a ponto de convidá-lo para dividir o quarto de hotel caso quisesse encontrá-lo durante seu compromisso oficial em Ribeirão Preto. "Mesmo que você tenha que dormir lá, você dorme comigo no quarto. Não tem problema. E você não paga hospedagem", afirmou.
Durante busca e apreensão no escritório de Li, os policiais federais apreenderam cartões de visita, com brasão da República e tudo, em que o chinês se apresentava como "assessor especial" da Secretaria Nacional de Justiça, comandada por Tuma Júnior.
Nos contatos com o secretário, Li se mostrava ansioso pela aprovação da anistia. "Está todo mundo esperando a anistia, hein, caramba!", disse, em 29 de maio. "Eu sei, eu vou ver esta semana", respondeu Tuma.
Assim que a lei foi aprovada no Congresso, semanas depois, Tuma se encarregou de dar a notícia ao amigo chinês. "Já aprovou, viu?", anunciou. "Ih, caramba! Coisa boa!", festejou Li. "Só que mantiveram a data de primeiro de fevereiro", ressalvou o secretário, referindo-se ao fato de a lei beneficiar imigrantes que ingressar no Brasil até 1º de fevereiro de 2009.
"Agora vai pro presidente, ele vai marcar uma data pra assinar", diz Tuma. O chinês pede: "Me avisa, hein". Tuma não só avisou mas colocou Li, à época já investigado pela PF, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia em que a lei foi sancionada, em 2 de julho.
Rodrigo Rangel
Fonte: O Estado de S.Paulo
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
Segurança Pública entra na Campanha Eleitoral
O pré-candidato José Serra fez até agora a melhor sinalização ao anunciar a criação do Ministério da Segurança Pública. Entende com muita razão o ex-governador de São Paulo que é preciso desvincular do Ministério da Justiça a atribuição de gerenciamento das políticas para o setor. Por enquanto é uma ideia embrionária que pode resultar em proposta de governo abrangente a ser submetida ao eleitor. Vale lembrar que ele tem resultados positivos para mostrar.
Os índices de homicídio no Brasil, barômetro criminalidade, não caíram em função do Estatuto do Desarmamento como argumentam os petistas. A grande influência na baixa do estoque de assassinatos no País se deve principalmente às políticas de prevenção ao delito executadas ao longo dos sucessivos governos tucanos em São Paulo. Os números mostram que no mais rico e populoso Estado do Brasil caiu pela metade a incidência de homicídio na década compreendida entre 1997 e 2007.
A ex-ministra Dilma Rousseff possui um palpite sobre a segurança pública. A pré-candidata teve na semana passada uma expansão verbal conservadora e se declarou contra a descriminalização do uso das drogas. Ótimo, basta saber o que realmente há de sinceridade no discurso.
De toda maneira, há aqui uma contradição evidente. O tucanato quando estava no poder tinha a intenção, mas faltou coragem para implantar o “liberou geral”. O pessoal do governo Lula, que guarda muita afinidade com os tucanos neste “barato”, foi além para satisfazer os interesses de usuários e traficantes. Não descriminalizou o uso de substâncias entorpecentes, no entanto na prática liberou o consumo de drogas ao instituir um crime que não tem pena.
A pré-candidata pode rever esse retrocesso legislativo instituído em 2006 e cujas conseqüências devastadoras são sentidas em todo o país, inclusive nos grotões onde o crack se disseminou de forma irremediável. Nesse sentido ingressei com projeto de lei no Senado que revoga a despenalização do consumo e cria a figura jurídica popularmente chamada de “internação compulsória”.
As diretrizes da lei petista que liberou o uso de drogas eram no sentido de punir com mais rigor o traficante e de instituir políticas de prevenção e tratamento ao usuário. Não fez uma coisa nem outra. Hoje as autoridades policiais se sentem inúteis diante do avanço do uso de drogas porque a lei as impedem de cumprir as suas prerrogativas funcionais.
O discurso de estreia da ex-ministra Dilma Rousseff sobre a segurança ainda precisa de conteúdo para gerar confiança. A pré-candidata endereçou doces palavras ao sintetizar o que seria a sua política antidrogas. Prometeu autoridade, carinho e apoio. “Apoio para impedir que mais jovens caiam nessa armadilha fatal (as drogas), carinho para cuidar dos que precisam se libertar do vício e autoridade para combater e derrotar os traficantes".
Fiquei comovido com os instintos maternais da ex-ministra que possivelmente se mirou no apotegma de Che Guevara para fazer da proposta antidrogas um misto de rigor e ternura. Foi lindo, mas ficou evidente que a pré-candidata conferiu tratamento amador à matéria. Vamos esperar que os puxões de orelha do presidente melhorem o palavreado de Dilma.
Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)
Fonte: Blog do Noblat
terça-feira, 27 de abril de 2010
Ministério da Segurança Pública
" Setenta e oito por cento das metas do ministério (da Justiça) estão destinadas à área de segurança pública."Dilma destacou que o governo Lula possibilitou a realização de 1.012 operações especiais da Polícia Federal, o que, segundo ela, representa 40 vezes mais o que foi feito no passado.
" As coisas da Justiça devem ficar no Ministério da Justiça. Já a repressão ao crime tem que ser num ministério especializado e organizar todo o trabalho de segurança no Brasil."Porém, tanto Dilma quanto Serra mostraram preocupação com a proposta do governo de instituir o monitoramento eletrônico de presos de baixa periculosidade e, com isso, reduzir a superlotação do sistema carcerário do país.
Fonte: O Globo
sábado, 24 de abril de 2010
Atentado contra secretária de Segurança deixa quatro mortos
Um atentado contra um comboio da secretaria de Segurança Pública do Estado mexicano de Michoacán (oeste) deixou, na madrugada de sábado, quatro mortos e 11 feridos. Entre os feridos está a titular da pasta, Minerva Bautista, informou a promotoria local.
"Um trailer fechou a passagem às caminhonetes nas quais viajavam Minerva Bautista e sua equipe de segurança e, em um momento, um grupo armado atirou contra todo o pessoal da secretaria, sem importar que pelo local passassem civis", disse Jesús Montejano Ramírez, procurador de Michoacán, à agência de notícias France Presse.
O ataque ocorreu no norte de Morelia, capital do Estado, quando a funcionária e sua escolta voltavam de coordenar a segurança de uma feira, inaugurada na noite de sexta-feira.
Dois seguranças e dois civis morreram, enquanto outros quatro seguranças, seis civis e a própria secretária tiveram ferimentos diversos. Minerva ficou ferida com um estilhaço de granada e foi levada a um hospital onde se encontra estável, informou o governo de Michoacán em um comunicado.
Os atacantes usaram armas AK-47 e AR-15, uma Barret e granadas de fragmentação, acrescentou o procurador.
No Estado de Michoacán agem os cartéis de narcotraficantes rivais La Familia e Los Zetas, integrado por ex-militares de elite do Exército mexicano.
Mais de 22,7 mil pessoas foram assassinadas no México desde o fim de 2006, no âmbito de uma guerra contra o tráfico de drogas que o governo enfrenta com 50 mil militares.
France Presse, na Cidade do México
Fonte: Folha de São Paulo
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Assassino confesso de GO cita quadrilha de pornografia
Na entrevista, ele disse que mantinha um 'contrato' com uma quadrilha de traficantes que atua em rede de pornografia na internet, descreveu a extrema violência com que matou os jovens e pediu perdão às mães pelos crimes.
'Recebo uma voz do além, que me manda fazer essas coisas, acho que é o capeta', disse. 'Eu peço perdão às mães. Não fiz por querer mal, foi por dinheiro.' Ele contou que matou os seis jovens a pauladas e golpes de enxadão e de martelo de pedreiro, quatro deles pelas costas, de surpresa. Dois deles, atacados pela frente, reagiram, mas 'não tiveram chance', porque ele, armado, os dominou.
Ao pedir perdão às mães, ele admitiu que terá que 'pagar pelos crimes', mas tentou se justificar alegando que foi 'forçado' a cometer os assassinatos: 'Me atiçaram, me atentaram.' Admar de Jesus disse que vinha sendo chantageado por uma quadrilha de traficantes que lida com pornografia na internet.
O assassino confesso afirmou que um dos jovens mortos, ao qual identificou apenas como 'Zé', seria intermediário dessa quadrilha. Acrescentou que, por intermédio desse jovem, a quadrilha o havia contratado por R$ 5 mil para prestar aos traficantes 'serviços' como cobrar dívidas, matar alguns devedores do tráfico e produzir pornografia infantil.
Na entrevista, Admar contou que manteve relações sexuais com dois dos seis adolescentes antes de matá-los, e que 'Zé' lhe dissera que as imagens pornográficas seriam entregues a um pastor evangélico. Afirmou que todos os seis jovens teriam envolvimento com drogas e que os convencia a entrar na mata convidando-os a fumar maconha.
Problemas psicológicos
Ele contou ainda que frequentava uma igreja evangélica em Luziânia e que, imediatamente antes de dois dos crimes, participou de cultos no local. Ao sair, acrescentou, continuava 'ouvindo vozes' que o 'atiçavam' a matar. Relatou ainda que havia recebido encomenda de mais dois assassinatos de garotos. Um deles foi apreendido pela Polícia Federal (PF) que, por meio dessa identificação, levantou informações que ajudaram a Polícia Civil a chegar a Admar.
O assassino confesso disse ainda que, quando era mais novo, foi vítima de abuso sexual e que o pior episódio se deu quando foi assaltado. Nessa ocasião, os ladrões lhe roubaram tudo, o estupraram e lhe cortaram a língua (ele fala com dificuldade). Afirmou que isso o deixou revoltado e com problemas psicológicos. 'Não consigo parar de matar, preciso de ajuda para parar com essas coisas.'
Admar disse que no sábado, na prisão em Goiânia, tentou se enforcar com uma blusa, mas ela se rasgou. A uma pergunta se teme ser morto na prisão, respondeu: 'Tenho medo sim, já fui ameaçado e tenho medo de ser morto.'
CPI da Pedofilia
O assassino confesso prestou mais um depoimento hoje à tarde. Desta vez para os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia.
No depoimento, Admar, também pedófilo confesso, fez novas revelações, a principal delas foi a de que teve relações sexuais com os seis garotos antes de assassiná-los e não apenas com dois, como havia revelado na entrevista concedida pela manhã. A principal prova disso é que todos os corpos foram enterrados nus e apresentavam sinais de violação. Interrogado sobre isso, ele acabou confessando.
Na saída do interrogatório, que foi realizado na Secretaria de Segurança, em Goiânia, na presença dos delegados que comandam o inquérito, o senador Demóstenes Torres informou que vai trabalhar, no Congresso, para a aprovação de algumas medidas para agravar as penas de quem comete crimes hediondos e impedir que saiam da cadeia bandidos com histórico de pedofilia e de abusos sexuais.
Um dos projetos, já em tramitação no Congresso, torna obrigatório o laudo criminológico (hoje facultativo), no qual está incluída avaliação psiquiátrica, com base no qual o juiz pode soltar um preso psicopata. Outro projeto que também tramita no Legislativo prevê que a progressão da pena para quem comete crimes hediondos só ocorra após cumpridos dois terços da pena.
Demóstenes reclamou que a medida ainda não entrou em vigor porque o governo foi contra sua aprovação, num primeiro momento, porque, segundo ele, tem uma política voltada para soltar presos em vez de investir na construção de presídios. O terceiro projeto destina-se a implantar o monitoramento eletrônico de detentos que mudam regime de pena. O monitoramento se daria por meio de pulseiras e tornozeleiras eletrônicas.
Demóstenes e Magno Malta informaram que vão convocar para depor no Congresso tanto o juiz que soltou Admar quanto o psiquiatra que emitiu o laudo que atestava que o criminoso sofria de grave doença psiquiátrica, era perigoso e estava inabilitado para voltar ao convívio social sem o tratamento adequado.
Vannildo Mendes
Agencia Estado
domingo, 11 de abril de 2010
Passeata Armada
Uma manifestação de agentes e delegados da Polícia Federal e das policias civil e militar do DF vai coincidir com a chegada em Brasília dos presidentes da China, da Rússia e do primeiro ministro da Índia para o encontro com o presidente Lula
Está programada para a próxima quarta-feira (13) uma gigantesca passeata na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, do contingente de segurança que trabalha no Distrito Federal. Agentes e delegados da Polícia Federal e das polícias civil e militar do DF, além dos bombeiros, vão incorporar o modelito sindicalista para reivindicar a adoção do novo plano de carreira das categorias. A diferença para as manifestações dos outros servidores públicos é que na passeata dos funcionários do setor de segurança, os policiais estarão armados com fuzis, metralhadores e revólveres durante o protesto.
A passeata de quarta-feira (13) vai coincidir com a chegada em Brasília dos presidentes da China, Hu Jintao, da Rússia, Dimitry Medvedev, e do primeiro ministro da Índia, Manmohan Singh, para o encontro com o presidente Lula. Em vários Estados agentes, delegados e pessoal administrativo da PF também vão paralisar as atividades na quarta-feira para pressionar o Congresso a votar a nova lei orgânica da categoria.
Nesta sexta-feira (9) uma assembleia dos policiais do DF contou com a participação de quase 300 pessoas. Muitas delas armadas. Depois da assembleia, foi organizada uma carreata que passou pela Esplanada dos ministérios e chegou a ir ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) onde está funcionando a Presidência da República. A manifestação de hoje foi organizada pelos dirigentes sindicais e contou com a simpatia do comando da PM, que organizou o trânsito para facilitar a vida dos sindicalistas.
Leonel Rocha
Fonte: Revista Época
sábado, 10 de abril de 2010
Máfia
RIO - A participação de cinco policiais militares na escolta do contraventor Rogério Andrade, de 47 anos, vai levar a Corregedoria Interna da corporação a deflagrar nos próximos dias uma ação para prender outros PMs envolvidos na segurança do bicheiro e de seu esquema de exploração de bingos e caça-níqueis, na Zona Oeste do Rio. Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, "quem trabalha para criminoso, criminoso é". Alvo de um atentado a bomba que resultou na morte do filho, Diogo, de 17 anos, quinta-feira, na Barra da Tijuca, Rogério quer proteção do estado.
Nesta sexta-feira, a Polícia Civil solicitou por meio do Consulado dos EUA ajuda da Agência Americana para Álcool, Tabaco, Armas e Explosivos (ATF, na sigla em inglês) para tentar identificar o tipo e a origem da substância usada no artefato detonado no Corolla blindado usado pelo contraventor.
A perícia preliminar já descartou a hipótese de a explosão ter sido causada pela deflagração de uma granada. Policiais envolvidos na investigação acreditam que a bomba tenha sido feita com explosivo plástico, supostamente C4, ou mesmo TNT, instalada sob o assoalho do lado do motorista e detonada por um timer ou por meio de um telefone celular:
- Certo, por enquanto, é que a bomba foi feita por um especialista, provavelmente com experiência militar - disse um dos policiais da Divisão de Homicídios (DH).
Policiais da unidade confirmaram que o Corolla de Rogério havia sido levado para revisão na semana passada, ficou três dias numa oficina até ser devolvido, dois dias antes da explosão. A versão foi confirmada ao GLOBO pelo advogado Luiz Carlos Silva Neto. Segundo ele, Rogério sempre dirigia o veículo. O que não aconteceu anteontem, quando o filho, que não possuía habilitação, estava ao volante e teve o corpo dilacerado na explosão.
A investigação confirmou que um dos PMs ligados à segurança do contraventor teria saído do serviço no momento em que Rogério estava na academia de ginástica. O sargento, que serve no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), foi substituído por um cabo. Momentos depois, aconteceu a explosão. Ouvido como testemunha, o sargento deve ter a prisão disciplinar determinada nas próximas horas.
Até a noite desta sexta-feira, cinco PMs - dois cabos e três soldados lotados nos batalhões BP-Choque, 3 (Méier), 17 (Ilha do Governador), 23 (Leblon) e Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) - envolvidos na segurança do bicheiros permaneciam presos.
Envolvido numa disputa pelo controle da máfia de bingos e caça-níqueis na Zona Oeste, Rogério Andrade mantinha como única rotina diária as idas à academia de ginástica localizada próxima de casa, no Recreio dos Bandeirantes. De acordo com investigadores, ele costumava andar sozinho no Corolla, que tinha blindagem nível 4, capaz de conter tiros de fuzis. Os seguranças, todos PMs, seguiam o contraventor em dois veículos Vectra. Submetido a uma cirurgia no Hospital Barra D'Or, ele recebeu alta ontem à tarde, retornando à casa, escoltado por policiais civis.
Sérgio Ramalho
Fonte: O Globo
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Período Sabático
Voltamos ao Blog após um período de abalo pós promoção.
Sim amigos, houve promoção de Oficiais e não fomos promovidos.
28 de Julho tentaremos novamente.
Abraços.
Giovanni
terça-feira, 2 de março de 2010
PEC 300 + PEC 446 = TEXTO PRINCIPAL APROVADO
O texto principal da emenda aglutinativa (300 + 446) acaba de ser aprovado em primeiro turno, e os destaques serão votados amanhã.
396 deputados votaram, 393 votaram sim, 2 abstenções e 1 não.
Fonte: Blog Investigador de Polícia
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Aeronáutica x franceses
Um dos motivos que levaram a Aeronáutica a colocar em último lugar os Rafale, em relatório técnico sobre a compra de caças pelo governo, foram experiências anteriores com os franceses. As principais reclamações são: publicações técnicas ruins, dificuldades de negociação e de cumprimento de cláusulas contratuais, sobrepreço e elevado custo de manutenção de seus produtos. A FAB prefere o Gripen sueco.
Ilimar Franco
Fonte: O Globo
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
NOMES FORTES
Promoção por Merecimento para Oficiais Superiores
CORONEL QOPM:
06 VAGAS
01. RG 13071 Alexandre Freitas Elias
02. RG 13288 Rômulo Marques de Souza
03. RG 13033 Lorival Camargo
04. RG 14623 Sebastião da Silva Moura
05. RG 14609 Elói Bezerra de Castro Neto
06. RG 16461 Sílvio Benedito Alves
07. RG 13041 Ednilson Nicolau dos Santos
08. RG 12823 Juverson Augusto de Oliveira
09. RG 15658 Divino Alves de Oliveira
10. RG 15654 Avelar Lopes Viveiros
11. RG 13043 Magno Antônio Mariani
12. RG 16009 Júlio César Mota Fernandes
13. RG 12850 Moisés de Mendonça
14. RG 17326 Alexandre Teixeira Cândido
15. RG 18239 Adailton Florentino do Nascimento
TENENTE CORONEL QOPM:
09 VAGAS
01. RG 19142 Carlos Henrique da Silva
02. RG 18248 Francisco José Frazão de Morais
03. RG 20089 Luiz Alberto Sardinha Bittes
04. RG 19139 Valderir Pereira dos Santos
05. RG 19682 Pedro Castelões de Araújo Júnior
06. RG 19418 Cláudio Porto
07. RG 19678 Lindomar Mendes Louza
08. RG 17639 Vera Lúcia Vieira da Cunha Montanini
09. RG 19689 Wesley Siqueira Borges
10. RG 19675 Jesus Nunes Viana
11. RG 19666 Alberto Lacerda de Farias
12. RG 22567 Paulo Inácio da Silva
13. RG 18624 Rosângela Pereira Moraes
14. RG 20091 Luiz Carlos Alencar
15. RG 20776 Sílvio Luiz Ribeiro
16. RG 20672 Anésio Barbosa da Cruz Júnior
17. RG 18046 Rubens Maia da Silva
18. RG 19665 Adenilson Rodrigues do Nascimento
19. RG 19734 Paulo Roberto de Oliveira
20. RG 20081 Aylon José de Oliveira Júnior
21. RG 19686 Tayrone Jácome Brito
22. RG 22541 Alessandri da Rocha Almeida
Fonte: Rádio Manguba