quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PEC 300 discutida no Conselho Político do Governo Federal

Confira o que a cúpula do governo disse no Conselho Político




Em reunião do conselho político do governo no Palácio do Planalto, realizada na tarde de hoje (17), os líderes da base apresentaram as principais reivindicações do Congresso para serem votadas até o final do ano.

A conversa pôde ser registrada em razão de o áudio do encontro ter vazado por cerca de 50 minutos.


Na pauta da cúpula do governo: salário mínimo, pré-sal, reajuste do Judiciário, PEC 300 (que estabelece o piso salarial dos policiais e bombeiros), greve nacional da polícia, regulamentação dos Bingos.


O encontro foi comandado pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Até a descoberta do vazamento do áudio, nem o presidente Lula, nem Dilma estavam presentes.

Confira os principais trechos da gravação da reunião da cúpula do governo.


Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo

A nossa preocupação é discutir muito criteriosamente e tanto quanto possível não aprovar projeto que impliquem aumento de gastos.

Tem umas coisas colocadas lá [na pauta do Congresso Nacional] como reajustes salariais. Acho que isso tudo a rigor deve ficar para ano que vem. Seria muito mais razoável.

Tem umas coisas como a PEC 300 que tem uma movimentação grande dos policiais e que tem simpatia na Casa.

 

Fizemos hoje um novo levantamento com o ministério da Justiça. Se fosse [aprovada] a redação original da PEC, significaria 43 bilhões e meio de impacto orçamentário por ano.

 

Mas como a idéia é fazer uma repartição onde a União pagaria um pedaço e os estados outra, com certeza os estados ficariam com uma conta na ordem de R$25 milhões por ano.

Acho que estamos jogando o problema para frente... Sei que é sempre desagradável colocar essas cosias aqui, mas o Padilha colocou a bola aqui e eu como bom beque dei um bico para o lado do Paulinho [líder do PDT e presidente da Força]...

Acho que nós precisamos ter um carinho muito grande porque do contrário vamos gerar não só para a presidente que vai tomar posse, mas todos os governadores que não têm condições de arcar com isso.

Líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP)

Nós estamos tendo um cuidado grande na Câmara diante das expectativas para o segundo semestre do ano que vem, no inicio do novo governo.

Com a situação internacional não muito clara devido o problema do câmbio, da disputa do EUA com a China, tem uma preocupação na Câmara para que não seja aprovado nenhum proposta que implique aumentar significativamente os gastos para ano que vem e crie dificuldades para o governo da Dilma.

A PEC 300 é um exemplo. O ideal seria a presidente Dilma e os governadores eleitos dialogarem para ver como resolve o problema da PEC 300 e não aprová-la de saída.

 
Deputado Paulinho da Força (PDT-SP)

Gostaria de dizer que o Vaccarezza tem feito esse papel muito bem de dizer para esquecer da PEC 300. Mas é o seguinte ... a polícia de São Paulo ganha R$ 1400 e mais um ticket de refeição de R$ 4, que não dá para comprar uma coxinha e um guaraná.

 
Então nós precisamos encontrar uma solução para a PEC 300. Não é simplesmente enrolar o pessoal.

 
Eles estão organizando uma paralisação logo no início do governo Dilma, nacional, ou seja, não é pequena... precisamos encontrar uma solução...

 
Fizemos uma sugestão ao Vaccarezza que tem um projeto na Câmara antigo que é a questão dos bingos. O governo fala tanto em dinheiro.

 
Os bingos dão R$ 7bilhões de imposto por ano para o governo. Tem todo sistema de controle para isso. A gente vê uma resistência por parte do governo em aprovar o bingo, é uma fonte de recurso que poderia ter ai.

 
Líder do PR na Câmara, Sandro Mabel (GO)

Acho que nós precisamos ter dinheiro de investimento também. Eu particularmente toda vez que aumentar o salário mínimo sou beneficiado. Apesar de pagar um pouco a mais, o pessoal come mais biscoito. Então é bom.

Sempre sou a favor de subir o salário mínimo. Mas o salário mínimo tem que ter sempre uma dosagem porque se não vamos tirando a capacidade de poupança, vamos criando mais economia e não vamos ter infraestrutura para que esse pessoal que é cada vez mais exigente.

Sobre a PEC 300, não tinha noção do impacto. R$ 43 bilhões! É um impacto muito grande quase inadmissível, uma CPMF cheinha...

Acho que podemos dar um presente para a saúde com essa questão do bingo. Nós podemos pegar essa receita colocá-la inteirinha destinada à saúde.

Já dávamos uma acertada na Saúde, são R$ 7 bilhões, sem carga tributária extra, porque essa história de você aumentar a carga tributária está cada vez mais complicada.



Fonte: Blog do Noblat

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Como passar em um concurso do CESPE/UNB

Use a técnica do ‘chute’



Segundo o especialista em mercado financeiro e personal de concursos, Paulo César Pereira,  além de estudar e compreender o modelo das provas do Cespe, é mais fácil obter sucesso quem treina e aplica a técnica do chute. “Não deixar questões em branco, mesmo nas provas do tipo uma errada anula uma certa, é a receita para o sucesso.”

Porém, Pereira esclarece que o termo “chute” não deve ser interpretado como um recurso apenas para questões em que nada se sabe. Para ele, a utilização das técnicas de chute serve para melhorar a qualidade do diagnóstico, mas deve estar atrelada ao conhecimento e ao estudo.

Confira no quadro abaixo algumas técnicas, elaboradas pelo personal de concursos, Paulo César Pereira, para auxiliar o candidato na hora do “chute”.


Técnicas de ‘chute’


Grandes opções - Uma pequena omissão muitas vezes torna o item incorreto. Portanto, para que uma assertiva seja totalmente verdadeira, muitas vezes vem com um tamanho bem maior do que das outras letras. Assim, geralmente os itens grandes são corretos. Por outro lado, os menores também costumam ser corretos.

Inclusiva - Quando preveem exceções ou usam palavras inclusivas, geralmente são corretas. As palavras-chave para identificar essas questões são: a princípio, predominantemente, fundamental, em geral, em regra, pode, etc.

Exclusivas - Quando a opção é muito forte, não deixando brechas para exceções, geralmente são incorretas. As palavras-chave para identificar essas questões são: garante, nunca, sempre, obrigatoriamente, não, totalmente, apenas, jamais, em hipótese alguma, em tempo algum, de modo nenhum, só, somente, unicamente, exclusivamente, tão-só, tão-somente, etc.

‘Batata podre’ - O item quase todo é correto, mas há a inserção de um pedaço que o invalida (geralmente ao final da frase).

domingo, 14 de novembro de 2010

Guerra no Asfalto

O terror no Rio




Na manhã desta sexta-feira, foi encontrado, nas proximidades do Morro da Serrinha, em Madureira, no Rio, mais um carro incendiado em cujo interior havia quatro corpos carbonizados. Há, portanto, nítidos indícios, muito embora as autoridades policiais não confirmem até agora, de que a "chefia" do poder paralelo no Rio - boa parte dela já encarcerada em penitenciárias de segurança máxima fora do estado - resolveu, em represália ao avanço da Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), acrescentar à sua estratégia de atuação práticas criminosas que desafiem o poder público e implantem o clima de pânico no seio populacional.

É a vingança pela perda de lucros com o sucesso das UPPs. Imaginam criar um cenário de violência que dificulte sobremodo as estratégias policiais de contenção. Não bastam só os arrastões. O narcoterrorismo agora também resolveu, mesmo sem nada roubar na abordagem a motoristas em vias públicas, incendiar imediatamente os véiculos. Em menos de três dias, foram seis carros incendiados no Rio. No bairro do Flamengo, os dois veículos alvos da ação do terror estavam estacionados sem a presença dos motoristas, tiveram os vidros quebrados e coquetéis molotov arremessados em seu interior. Ação típica de terrorismo urbano, que coloca em xeque a efetividade do planejamento policial preventivo. É preciso também investigar se outros tipos de explosivos foram utilizados nos ataques que redundaram na queima dos veículos.

A polícia do Rio está gravemente desafiada e precisará dar a resposta à altura antes que se torne impotente face a uma ação marginal inusitada e de dificílima prevenção e repressão. A polícia não poderá esperar mais que aconteça para desferir a ofensiva legal, sob pena do clima de insegurança e de pânico gerar até mesmo a grave perturbação da ordem pública. É inadmissível que o poder legal seja desafiado dessa forma por narcoterroristas que, embora enfraquecidos em suas bases, parece que pagarão muito caro pela rendição. A ação policial (pró-ativa) terá que se antecipar o quanto antes à atuação dos "bondes do terror". É necessário acabar com o crime na origem (nos redutos do tráfico). Ali há armas e perigosos delinquentes que, em liberdade, causam inquietação.

Tal ação marginal desafiadora é, portanto, extremamente preocupante. Por enquanto, aguarda-se qual será a nova tática de atuação na nova estratégia do poder paralelo para se manter atuante: o "terror no asfalto". A polícia vai ter que se antecipar. Quer queira, quer não. A sociedade precisa de uma rápida e eficaz resposta. Incendiar carros é ação típica de terror.


*Milton Corrêa da Costa é Coronel da PM do Rio na reserva


Fonte: O Globo

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Governo Dilma manda o Congresso barrar a PEC 300

Eu não 

 

O vice eleito, Michel Temer, negando ter recebido pedido para engavetar na Câmara o projeto que estabelece piso salarial para os policiais: 

 

"Alguém quer me intrigar com a presidente Dilma. Não tratamos da PEC 300 em nossa conversa". 

 

Um dia depois de representantes do governo, reunidos com a equipe de transição, terem deixado claro que é imperativo barrar a votação da PEC 300, explosiva para as contas públicas, o líder da bancada do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), saiu de reunião na Câmara e mandou bala no Twitter:

 

"Durante a reunião de líderes, defendi a votação da PEC 300. Ainda falta a apreciação de alguns destaques".



Fonte: Blog do Noblat

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Futuro Secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás

Furo de reportagem do BLOG



José Eliton Jr., 37 anos, Vice Governador eleito.

Novo nome do Blog

Nova Marca



O Blog do Policial Valente muda seu registro para Blog do Giovanni Valente. 

Além do nome este movimento significa que discutiremos muito mais que problemas relacionados com Segurança Pública. 

Cultura, política, economia e outros asuntos serão tratados aqui com o rigor de uma abordagem policial.

Obrigado aos amigos que acompanham este nosso canal de noticias.

Abraços.

Major Giovanni

Propostas de Emenda Constitucional (PECs) dos Policiais e dos Delegados

Ambas tratam da reestruturação de carreiras.



A primeira cria um piso salarial para os policiais civis e militares e os bombeiros. O texto original levaria a um rombo de R$ 20 bilhões. A Câmara aprovou, em primeiro turno, um texto que deixa nas mãos do governo federal a definição do valor do piso e o funcionamento de um fundo a ser criado para arcar com essa despesa — mas a proposta tem que ser submetida ao Congresso.

No caso dos delegados, há equiparação do salário ao dos integrantes do Ministério Público. O governo de São Paulo estima que só no estado o impacto seria de R$ 8 bilhões por ano.

sábado, 6 de novembro de 2010

Tempo de faculdade pode ser contado como tempo de serviço

Minas Gerais



Foram designados em 31/8/10, na Reunião Ordinária do Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, os integrantes da Comissão Especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 62/10, que dá nova redação ao artigo 282 da Constituição Estadual. O objetivo da PEC é permitir que todos os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros com formação universitária possam acrescentar à contagem de tempo de serviço o período de duração de seu curso superior. O texto atual do artigo 282 concede esse benefício apenas aos oficiais formados na área de saúde.

Tanto na redação constitucional em vigor como na da PEC o acréscimo é gradual. A cada cinco anos de efetivo exercício, é somado um ano, até que seja atingido o tempo de duração do curso. A Proposta de Emenda à Constituição é de autoria coletiva e teve como primeiro signatário o deputado Agostinho Patrus Filho (PV).

No primeiro semestre deste ano, a Assembleia aprovou duas proposições que tratam da exigência de curso universitário para ingresso na carreira militar, ambas transformadas em normas jurídicas. A Lei Complementar 115, de 2010, decorrente do Projeto de Lei Complementar (PLC) 61/10, estabelece a formação superior como requisito para ingresso na Polícia Militar. No caso do Corpo de Bombeiros, ela é exigida apenas dos oficiais. A Emenda à Constituição 83, de 2010, resultante da PEC 59/10, reconhece a carreira de oficial da PM como carreira jurídica e exige o título de bacharel em Direito para o ingresso no quadro de oficiais.


Fonte: Assessoria de Comunicação ALMG

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Especialistas dizem que planos de Dilma e Serra não acabam com violência





Nem as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nem os Vants (veículos aéreos não tripulados) prometidos por Dilma Rousseff (PT). 

Tampouco a Guarda Nacional e o Ministério da Segurança Pública idealizados por José Serra (PSDB). 

Ao contrário do que propagandeiam os candidatos à Presidência, especialistas em segurança dizem que nenhuma das promessas é capaz de acabar com a violência ou impedir a entrada de drogas e armas no país. 

Para os especialistas, os pontos essenciais a serem discutidos --como uma reforma do próprio modelo de segurança pública no Brasil --foram deixados de lado. 

"Se executadas todas juntas, essas promessas provavelmente vão ajudar a criar um ambiente mais seguro, mas, no limite, não vão resolver o problema", diz o sociólogo Renato Sérgio de Lima, da ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

Uma das principais propostas de Dilma é levar a todo o país as UPPs, unidades policiais montadas em favelas dominadas por facções criminosas. A polícia se instala, expulsa os bandidos e restabelece a ordem. 

Dilma se ancora no relativo sucesso do programa no Rio. Para especialistas, porém, o modelo é muito local. 

"Só no Rio existem lugares onde a polícia não consegue entrar e permanecer. Não é à toa que precisa do caveirão [veículo blindado] para subir o morro", explica o sociólogo Arthur Trindade Costa, do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança da UnB (Universidade de Brasília). 

"É um reducionismo, uma distorção pensar que Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife precisam de UPP", acrescenta. 

FECHAR A FRONTEIRA
 
A promessa tucana da Guarda Nacional e a petista dos aviões não tripulados têm como objetivo fiscalizar as fronteiras do país. 

Para Ignacio Cano, sociólogo do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), uma política mais acertada é investir "na investigação para desarticular o tráfico". 

"Não sou contra patrulhamento, mas é uma fantasia a ideia de que muita gente patrulhando acaba com o tráfico de drogas e armas. É impossível fechar uma fronteira como a brasileira", diz.

A promessa de Serra de criar o Ministério da Segurança Pública, na avaliação dos especialistas, também não elimina a violência e o crime organizado. 

"O ministério é uma medida que não me parece central", diz Theodomiro Dias Neto, professor de direito da Fundação Getulio Vargas. 

"Criando um ministério ou mantendo a secretaria nacional [ligada ao Ministério da Justiça], o importante é que haja competências claras e uma política federal voltada para os Estados." 

No Brasil, a execução da maior parte das políticas de segurança --como construção de presídios e manutenção das polícias Civil e Militar-- não cabe ao governo federal, mas aos Estados. À União compete basicamente induzir políticas nacionais e enviar verbas aos Estados. 

"O Ministério da Segurança talvez crie uma unidade de ação no governo, mas por si só não é solução", diz Paulo Sette Câmara, delegado federal aposentado e ex-secretário de Segurança do Pará. 

Procurada pela Folha, a equipe de Serra disse que não teria tempo hábil para comentar as críticas. A equipe de Dilma não respondeu. 



RICARDO WESTIN
ROGERIO PAGNAN


Fonte: Folha de São Paulo



sábado, 16 de outubro de 2010

Coronel Paraguaio made in China na SSP

Falso militar é preso trabalhando na Secretaria de Segurança



RIO - Um falso tenente-coronel do Exército que conseguiu enganar a cúpula da Secretaria estadual de Segurança Pública por três meses acabou preso quinta-feira. Dizendo-se militar, Carlos da Cruz Sampaio Júnior trabalhava na coordenação da Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional, auxiliando na distribuição dos policiais e no planejamento integrado das polícias Civil e Militar. O golpe, no entanto, só durou o tempo da investigação pelo departamento de Recursos Humanos.

 
Após levantar a ficha de Carlos, a Secretaria de Segurança descobriu que ele não era das Forças Armadas, usava documentos falsos e possuía um revólver sem ter porte de arma. De acordo com as investigações, ele teria conseguido inclusive obter uma carteira de motorista com a documentação falsa de militar.

 
Quinta-feira, enquanto trabalhava, portando um revólver calibre 38, Sampaio foi preso por agentes da Secretaria de Segurança, no prédio da pasta, na Central do Brasil.

 
Encaminhado para a 4ª DP (Praça da República), ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e indiciado por falsidade ideológica e falsificação de documento público.

 
- Ele está preso por porte ilegal de arma, mas vai responder também por falsidade ideológica e falsificação de documento público. Foram instaurados dois inquéritos, um para apurar o porte ilegal de arma e outro para analisar os demais casos - afirmou o delegado titular da 4ª DP, Ricardo Dominguez.

 
Golpista já havia trabalhado antes na secretaria

 
Filho de um oficial militar reformado, Sampaio chegou a fazer prova para entrar no Exército, mas foi reprovado. Porém, conhecia todos procedimentos do Exército e se portava como se fosse militar. Ele já havia trabalhado na pasta entre 2003 e 2006, durante o governo Rosinha Garotinho.

 
Atualmente, Carlos era coordenador da 1ª Região Integrada de Segurança Pública, que abrange as regiões Sul, Centro e Norte da capital. Ele chegou ao cargo após ser apresentado aos responsáveis pela Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional, que o contratou por já ter trabalhado na pasta.

 
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, Carlos já foi exonerado. Ele está preso na Polinter do Grajaú.

 

Fonte: O Globo

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Assaltos-relâmpago: realidade e estratégias

Violência




Dois assaltos em via pública de grande volume de tráfego, o Elevado Paulo de Frontin, ocorreram no Rio, em um período de 12 horas, entre a noite de ontem e a manhã de hoje, desafiando o aparelho policial do estado. Outros locais também têm sido alvo de tal prática criminosa. Tal fato gera naturalmente o medo concreto e difuso entre motoristas e passageiros, precisando ser alvo de estudos e reflexões. O aparelho policial precisa ter como objetivo combater esse tipo de crime com eficácia e replanejar ações preventivas e repressivas. A prática criminosa não é novidade, é resultado da ação de dois fatores básicos: vontade de cometer e oportunidade de fazê-lo.

 
A resposta policial imediata para os assaltos-relâmpago é estratégia extremamente difícil, porque, neste caso, a chamada "mancha criminal" é flutuante e irregular quanto a locais e hora de cometimento de tal delito. A polícia não pode ser onipresente em todas as vias e o banditismo atua de forma dinâmica, fora das vistas das guarnições policiais, através do elemento surpresa, em qualquer hora e qualquer local. Ressalte-se que tais marginais usam possantes armas e que um confronto com a polícia em via pública pode causar grandes tragédias, vitimando policiais e transeuntes. Um perigo iminente e real. Um confronto bélico que deve se evitar.

 
A melhor estratégia, além do aumento do patrulhamento dinâmico, através do uso de motocicletas, é atuar pró-ativamente, incursionando/penetrando nos nascedouros do reduto marginal, apreendendo armas e prendendo integrantes dos "bondes do terror". Enquanto houver perigosos delinquentes circulando em morros e favelas com armas de guerra, os assaltos-relâmpago em vias públicas continuarão ocorrendo e desafiarão o aparelho policial, que corre o risco até mesmo de ficar impotente diante de um crime de complexa e difícil repressão. É muito difícil tentar cobrir o terreno com o cobertor curto para reduzir as oportunidades do crime.

 
O 'estado policialesco' só existe no imaginário. É irreal. Sempre haverá demanda criminal e constante cobrança por mais policiamento. Por outro lado, a polícia ostensiva sempre terá limites de efetivo e de atuação. O policiamento estático das UPPs tem menor complexidade, pois cobre uma área delimitada e de acesso controlado. No extenso espaço urbano, o contexto e as características do trabalho policial são completamente diferentes. É preciso refletir sobre isso, antes que nos julguemos impotente diante de tal prática criminosa que causa extrema preocupação.



Milton Corrêa da Costa
Coronel RR da PMRJ


Fonte: O Globo

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Poder da Farda

Aumento de salários para policiais e militares






O governo equatoriano anunciou nesta segunda-feira o aumento salarial entre US$ 400 e US$ 570 para quatro patentes de policiais e militares em todo o país, quatro dias depois de uma revolta policial que levou o caos ao Equador.

O decreto faz parte de uma homologação salarial que estava pendente desde 2008, informaram os ministros da Defesa, Javier Ponce, e do Interior, Gustavo Jalkh, em entrevista coletiva hoje.

O ministro da Defesa negou que a medida esteja vinculada ao levante da quinta-feira passada, e disse que o decreto já tinha sido estudado desde agosto. "O acordo ministerial foi assinado no sábado. É lamentável que as datas tenham coincidido, mas é um assunto que já estava definido antes." Ele ainda garantiu que os valores recebidos por bônus e condecorações, estopim do levante da semana passada, não serão mexidos até dezembro deste ano.

Na última quinta-feira (30), o presidente ficou isolado em um hospital por quase 12 horas e só foi liberado no início da madrugada de sexta. Para levá-lo de volta ao palácio presidencial, o Exército do Equador e policiais rebelados entraram em confronto e houve troca de tiros. Em discurso após ser resgatado, Correa afirmou que fará uma "limpeza profunda na polícia nacional" e que "não haverá perdão, nem esquecimentos".

As intensas manifestações no país foram motivadas por uma proposta do governo que reduz benefícios salariais das forças de segurança e que está em votação na Assembleia Nacional. Em reação ao amplo protesto de policiais e de parte dos militares, o Equador decretou estado de exceção por uma semana em todo o território nacional e delegou o policiamento e a segurança interna e externa do país às Forças Armadas.


Fonte: Blog do Noblat

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Três coronéis são detidos

Equador



Três coronéis da polícia do Equador foram os primeiros detidos pelo motim que manteve retido o presidente da República, Rafael Correa, durante quase todo o dia na quinta-feira, segundo a imprensa local.

Os coronéis Manuel Rivadeneira, Julio César Cueva e Marcelo Echeverría terão que passar 24 horas na sede da Polícia Judiciária de Quito.

Posteriormente, deverão comparecer perante um juiz, que terá a responsabilidade de decidir se os mantém ou não na prisão.

Correa acusou os rebelados de terem tentado matá-lo enquanto estava preso no hospital.

O líder foi libertado por um contingente de militares e policiais de elite fiéis ao governo, mas durante os distúrbios em todo o país morreram oito pessoas, enquanto 274 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde.

 
Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Policiais Militares dão Golpe de Estado no Equador

Rafael Correa teria sido ferido durante protesto de policiai. Equador decreta estado de exceção; presidente estaria cercado em hospital

 





O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, afirmou nesta quinta-feira que o presidente do país, Rafael Correa, está cercado em um hospital militar na capital, Quito. 

Correa teria sido agredido com pedradas por policiais que protestam contra um decreto de revisão de seus salários. 

Centenas de militares e policiais tomaram nesta quinta-feira o maior quartel de Quito e o aeroporto internacional da cidade, em protesto contra o decreto, aprovado pelo Congresso Nacional. 

A medida elimina benefícios sociais e afeta os salários dos policiais, disseram representantes da categoria.
'Golpe' 

O governo declarou estado de exceção e afirma que "há tentativa de golpe de Estado". 

O chanceler convocou os manifestantes a acompanhá-lo ao hospital "para resgatar o presidente", dizendo que havia "gente tentando entrar pelo teto para tirá-lo dali". 

"Vamos juntos, companheiros, resgatar nosso presidente. Não temos medo", afirmou Patiño, do lado de fora da sede de governo, a milhares de manifestantes. 

Há sinais de divisão entre os militares. O Chefe do Comando das Forças Armadas do Equador, Ernesto González, disse estar subordinado ao presidente. 

Membros da Força Aérea, no entanto, se uniram aos protestos e tomaram o principal aeroporto do país, o Mariscal Sucre, em Quito, que permanece fechado. 


Fonte: O Globo

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Jornal mexicano pede a traficantes que parem de matar jornalistas

Em editorial, El Diario pergunta a criminosos que tipo de notícias querem que sejam publicadas



CIDADE DO MÉXICO - O El Diario, maior jornal de Ciudad Juarez, no México, publicou no domingo, 19, um editorial em que pede orientações aos traficantes sobre como acompanhar as notícias sem que seus repórteres sejam assassinados por causa disso.

"Vocês são a autoridade 'de fato' na cidade agora", afirmou o El Diario, que circula em Ciudad Juárez (fronteira com os EUA), dirigindo-se aos cartéis que já mataram mais de 6.400 pessoas na cidade desde 2008.

"Expliquem o que vocês querem de nós, o que vocês querem que publiquemos ou paremos de publicar", dizia o editorial.

Entidades especializadas dizem que o México é um dos países mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo. Mais de 30 profissionais da imprensa já desapareceram ou foram mortos desde que o presidente Felipe Calderón iniciou sua "guerra às drogas", no final de 2006, segundo um relatório lançado neste mês pelo Comitê para a Proteção de Jornalistas, com sede nos EUA.

Os jornais mexicanos cada vez mais praticam a autocensura na cobertura da "guerra às drogas" e o El Diario não citou nenhum dos traficantes que disputam o controle das rotas das drogas na cidade.

Alguns veículos de comunicação pararam de citar o nome dos cartéis e de noticiar tiroteios. Jornalistas em Ciudad Juárez especulam que colegas seus foram mortos apenas por terem escrito reportagens citando os nomes de certos traficantes ou de seus rivais.

O El Diario, cuja redação funciona em El Paso, no Texas, disse que um fotógrafo seu foi assassinado por pistoleiros do tráfico, na semana passada, e um outro profissional havia sido morto havia menos de dois anos. "Não queremos mais mortes", disse o jornal. "Digam o que vocês querem de nós."

O governo mexicano mobiliza milhares de policiais e soldados para o combate aos traficantes, mas as autoridades não conseguem conter a brutal ofensiva promovida em Ciudad Juárez por Joaquin "El Chapo" Guzman, o traficante mais procurado do país.

"El Chapo" (ou "Baixinho") tenta tomar o controle da cidade das mãos de Vicente Carrillo Fuentes, líder histórico do Cartel de Juárez, que segundo especialistas domina cerca de um quinto do narcotráfico, atividade que, conforme estimativas, rende 40 bilhões de dólares por ano aos cartéis.


Fonte: O Estadão

domingo, 19 de setembro de 2010

Paraquedistas se tornam desertores para engrossar fileiras do tráfico e da milícia

Um salto para o crime




RIO - Cada vez mais paraquedistas abandonam a vida na caserna para pousar no campo minado do tráfico ou das milícias. Homens de elite do Exército com mais cursos especializados em combate, os militares da Brigada Paraquedista são alvos fáceis das quadrilhas, uma vez que não há perspectivas de emprego quando saem do quartel. Uma pesquisa feita pelo Centro de Produção, Análise, Difusão e Segurança da Informação do Ministério Público Militar (MPM) revela que, de janeiro de 1997 a agosto de 2007, houve 191 deserções, sendo 175 só de soldados, oito sargentos e oito cabos, alguns reincidentes. De acordo com o levantamento, 25 cometeram crimes depois da deserção (16,13%).

 
As táticas militares mostradas por bandidos da quadrilha do chefe do tráfico da Rocinha, Antonio Bonfim Lopes, o Nem, durante uma manobra para protegê-lo, que culminou com a invasão do Hotel Intercontinental, em São Conrado, no mês passado, chamou atenção para os "soldados" do traficante. No último dia 1, foi preso o ex-cabo paraquedista Jorge Luiz de Oliveira - cujo nome na caserna era J. Oliveira e, no morro, tinha o apelido de Jorginho PQD -, acusado pela polícia de fazer a segurança de Nem.

 
Quadrilha de Nem tem quatro ex-militares

 
Antes da pesquisa do MPM, o promotor João Rodrigues Arruda revelou que 1.172 militares desertaram das três Forças Armadas de 2000 a 2005. Deste total, houve 142 deserções só nos quartéis da Brigada Paraquedista. Na lista dos que abandonaram a tropa de elite neste período, quatro já foram presos ou ainda atuam no tráfico da Rocinha como seguranças, armeiros ou compradores de armas e munição. O GLOBO cruzou os nomes da lista com dados dos processos da Auditoria de Justiça Militar, do Tribunal de Justiça do Rio e do Detran.

 
Na lista de desertores de 2000 a 2005, cerca de 20% dos militares têm antecedentes criminais, que incluem de tráfico a crimes enquadrados pela Lei Maria da Penha. O GLOBO ouviu alguns militares que serviram neste período e saíram depois de sete anos de serviços prestados. Eles confirmam que alguns colegas que desertaram foram se integrar ao tráfico e às milícias, onde ganham até R$ 5 mil mensais.

 
Um dos listados, Hudson Leandro dos Santos, de 31 anos, é um dos que mais têm anotações criminais em sua ficha: seis. Além de deserção, prevista no Código Penal Militar, ele responde por tráfico, na Cidade de Deus, onde foi preso, em agosto de 2006. Por este crime, chegou a ser condenado a mais de quatro anos de prisão, de acordo com processo na 2 Vara Criminal de Jacarepaguá.

Jorge, Hudson e outro militar suspeito de integrar o bando de Nem serviram com o ex-paraquedista X., que pediu para não ser identificado, embora não tenha sido desertor. Ele contou que, dos três, Jorge era o mais preparado:

- J. Oliveira era um cara vibrante. Não fumava, não cheirava. Ele era bom de tiro, excelente na parte física. Ele era atleta, judoca que competia pela Brigada, mas ele comentava que era revoltado com o sistema. Sabia que não tinha perspectivas quando saísse do quartel, não tinha um auxílio desemprego.

 
Segundo X., que passou sete anos na Brigada Paraquedista, chegando a atuar nas missões de paz no Haiti, não há amparo financeiro suficiente por parte do Exército, quando eles deixam a caserna. Os jovens entram pelo serviço militar obrigatório e depois optam por trabalhar na Brigada Paraquedista. Quando o militar sai, leva o equivalente a um soldo por ano que esteve no quartel.


Vera Araújo


Fonte: O Globo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO NO TRE/RN DEFENDE DIFERENÇA SALARIAL AO POLICIAL EMPREGADO NO PLEITO ELEITORAL

Eleições 2010



O policial militar, Soldado Eduardo Canuto, candidato à Deputado Estadual, entrou com um Mandado de Segurança com Pedido de Liminar junto ao Tribunal Regional Eleitoral, por intermédio de seu advogado, Paulo Lopo Saraiva, para que seja verificado o desvio de função dos policiais e bombeiros militares empregados no Pelito Eleitoral e que recebam o correspondente a um policial militar de Brasília, caso continue o desvio.

 
O Mandado de Segurança foi protocolado no Tribunal Regional Eleitoral sob o número MS 540944, no último dia 10 do corrente mês e ano. No entender do impetrante a Polícia Militar não seria responsável pela segurança do Pleito Eleitoral, já que constitucionalmente a responsabilidade é atribuída às Forças Armadas (art. 142, da CF).

 
Dessa forma, a PM deveria ser convocada pela União, por meio de Decreto assinado pelo Presidente da República, por constituir-se força auxiliar e reserva do Exército, conforme preceitua o parágrafo 6º do artigo 144 da Carta Magna, bem como o Decreto Federal nº 88.540/1983 que trata da convocação da polícia militar e do corpo de bombeiros militar em casos especiais.

 
Pela ação, caso o policial ainda venha a trabalhar nas eleições, este deverá fazer jus à remuneração correspondente ao policial militar do Distrito Federal, "já que, ao serem convocados serão uma só força e a PM de Brasília e do RN ganham superior ao Exército, não sendo possível, portanto, comparar a remuneração a do Exército, sob pena de haver redução salarial o que é vedado constitucionalmente (...) e, se a União paga determinado valor ao PM do Distrito Federal, é porque o Estado Brasileiro reconhece como justo, aquela quantia pelos serviços prestados de um policial militar", alega o advogado da ação, Paulo Lopo Saraiva.

Ainda pela ação, é requerida a instalação de urnas especiais nos Quartéis para que os militares possam exercer o seu direito de voto, já que o Tribunal Superior Eleitoral alegou ser possível a instalação das referidas urnas, em decisão a uma outra petição impetrada pela ASPRA-PMRN.

 
O Mandado de Segurança c/c Pedido de Liminar foi muito bem fundamentado à luz do direito e espera-se que seja deferido, ao menos parcialmente.

 
Fonte: Blog do Adeilton

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Homicídios aumentam 32% em 15 anos

A taxa de homicídios no Brasil cresceu 32% em 15 anos, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na publicação "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010".



Segundo o estudo, a taxa de mortes por homicídio no país aumentou de 19,2 em 1992 para 25,4 em 2007 a cada 100 mil habitantes.

Os dados — fornecidos pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde — indicam que entre 1992 e 2003 o coeficiente cresceu e, a partir de 2004, obteve tendência de queda.

O estudo mostra ainda que os homens apresentavam uma taxa (47,7) superior à das mulheres (3,9).

Os estados com piores índices em 2007 foram Alagoas (59,5), Espírito Santo (53,3) e Pernambuco (53,0).

O Rio de Janeiro ocupava o 4 lugar, após baixar de 50,8, em 2004, para 41,5, em 2007.

As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (10,4), Piauí (12,4) e São Paulo (15,4).


Fonte: O Globo

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ladrões roubam caminhão com 2,3 toneladas de explosivos em SP

Alerta




SÃO PAULO - Um caminhão que transportava quase 2,5 toneladas de explosivos foi roubado na Rodovia Fernão Dias, em São Paulo, nesta quarta-feira. As Forças Armadas e as Polícias Militar e Civil estão em alerta porque o material tem alto poder explosivo. As bananas de dinamite e sacos de um explosivo em pó estavam sendo transportados para duas pedreiras - uma na capital paulista e outra em Santana do Parnaíba. O material seria usado para explodir rochas.

 
O caminhão estava entrando na capital quando foi fechado por dois carros. Cinco ladrões saíram dos veículos e anunciaram o assalto. Eles fecharam o veículo e obrigaram o motorista, Ranilson Felix da Silva, a parar no acostamento. O motorista foi sequestrado. Ele ficou em poder dos bandidos por mais de seis horas.

 
- Me levaram para uma casa, no meio de uma favela, tipo um cativeiro. Lá tinha uma escada, e havia uma portinha de um meio metro e mandaram eu entrar lá dentro do buraco. Eu fiquei lá sentado - conta Ranilson.

A polícia não tem pistas do bando.

 
A empresa responsável pelo transporte do material informou que cumpre todas as exigência do Exército. Segundo a empresa, o explosivo só pode ser manuseado por pessoas com conhecimento técnico.

 
O motorista foi ouvido no fim da tarde desta quarta-feira (1º) no Departamento de Combate ao Crime Organizado (Deic).



FONTE: SPTV

Caveirinha

PM recebe para teste novo veículo blindado






RIO - Veio de Arzamas, na Rússia, e viajou durante um mês num navio que partiu de São Petersburgo o possível "caveirinha": um veículo blindado usado pelo Exército russo, com dimensões menores que as do caveirão da Polícia Militar, e que poderá ser adotado pela corporação. O veículo foi cedido pelo fabricante, Rosboron Export, para ser testado por um ano pela PM e poderá reforçar a segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Trata-se da quarta geração de um blindado projetado e construído para o transporte de tropas em qualquer tipo de terreno.

 
Com 2,10 metros de largura, 5,70 de comprimento, 6.200 quilos, motor a diesel e capacidade para 11 pessoas (no caveirão são 17), o veículo de patrulhamento em áreas conflagradas chegou ontem ao Centro de Manutenção de Veículos Blindados da PM, na sede do Batalhão de Choque. Assim que chegou, foi cercado por mecânicos e outros militares curiosos. O modelo custa cerca de R$ 1 milhão.

 
- Teremos dois dias para conhecer o veículo a fundo, antes de entregá-lo para o Bope. Por isso, perguntem tudo. Vamos avaliar esse veículo para ter um diagnóstico completo - disse à tropa de mecânicos o coronel Cid Souza, chefe do centro de manutenção.

 
O comandante do Bope, coronel Paulo Henrique Moraes, que esteve na Rússia para conhecer o modelo, disse que pediu à empresa algumas adaptações para a realidade fluminense, como ar-condicionado e blindagem da caixa do motor.



Fonte: O Globo