sábado, 25 de junho de 2011

Hacker que ataca sites do Governo pode ser Goiano

Morador do Condôminio Eldorado em Goiânia



Hackers divulgaram nesta sexta-feira dados do suposto líder da Lulzsec Brasil. Ele seria o responsável por atacar o site da Presidência da República, da Petrobras e por divulgar dados pessoais da presidente Dilma Rouseff e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O Jornal do Brasil teve acesso ao documento, divulgado pelo braço internacional da Lulz Security. De acordo com os hackers, o goiano Alexandre Brasil de Abreu teria usado indevidamente o nome da LulzSec para atrair a atenção da mídia e estaria envolvido com com fraudes bancárias na internet.


Alexandre também seria o líder, segundo os hackers, do antigo Silver Lords, grupo brasileiro que ficou famoso ao assumir a liderança do ranking da Alldas, site que elegia os hackers mais perigosos do mundo. O comunicado, que se espalhou rapidamente pela comunidade underground de hackers, critica os ataques da facção brasileira.


"Eles quis se afiliar à LulzSec, criando a LulzSec Brasil e conseguindo bastante atenção da mídia. No entanto, o que ele não sabe é que ele está trazendo desordem para qualquer operação séria (nós não estamos aqui para atacar qualquer site que aparece na nossa frente)", diz o comunicado, que também contém uma foto e o CPF de Alexandre.


Nesta sexta-feira, a reportagem entrou em contato com hackers da cena brasileira, que criticaram duramente as ações do LulzSec, classificando-as como anarquistas.


"Os caras estão atacando sites do governo, sites que prestam serviço à população. Será que alguém acha legal isso? Por que isso?", critica um brasileiro que atende pelo pseudônimo de Murder. "Esse Alexandre participa de uma rede de troca de senha de cartões de crédito chamada FullNetwork. Ele trabalha com fraude. Os integrantes do LulzSecBrazil são estelionatários que mantêm bancos de dados com cartões de crédito, contas bancárias e coisas parecidas, por isso não damos suporte a eles".


Também brasileiro, Bonny acusou os hackers brasileiros da LulzSec de estarem arruinando a reputação do país na internet.


"Defendemos ações que não prejudicam o povo. A partir do momento que eles começam a atacar órgãos públicos, a gente se mete. A Polícia Federal brasileira não tem nenhum preparo para lidar com esses caras".
Antes de atacar o brasileiro, a LulzSec chegou a elogiar as ações realizadas no país.


"Nossa unidade brasileira está fazendo progresso. Parabéns, irmãos da @LulzSecBrazil", disse a LulzSec Internacional, no seu perfil do Twitter.


Nesta sexta-feira, o FBI e a CIA fazem uma varredura nos Estados Unidos para encontrar membros da LulzSec. Apesar de tirar sites do ar e revelar dados sigilosos, os ataques do grupo parecem não ter fins lucrativos. O nome "Lulz" vem da gíria online "lol", que significa "laugh out loud" (rindo alto, em tradução livre). Em todos as suas ações, o LulzSec deixa mensagens e imagens sarcásticas hospedadas nos endereços das vítimas.




Jorge Lourenço



Fonte: Site Terra

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Desmilitarização dos bombeiros patina no Congresso

BM, PM, PC...



Duas propostas de emenda à Constituição, ambas apresentadas em 2009 e atualmente paradas na Câmara dos Deputados, buscam desmilitarizar os bombeiros em todo o país.


A iniciativa não é nova. Pelo menos desde 1997, quando o assunto entrou na agenda do governo de Fernando Henrique Cardoso, esse tipo de projeto é travado pelo lobby das polícias.


Agora, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), criou uma comissão especial para analisar essas e outras propostas ligadas à área de segurança. A ideia é acelerar a tramitação dos projetos, enviando para votação no plenário os que obtiverem consenso.


Mas a transformação dos bombeiros em órgão civil de defesa pública faz parte de um debate ainda mais polêmico: a unificação das polícias civis e militares, passo que pode levar ao fim das PMs.


As duas propostas de emenda constitucional dedicam-se quase que inteiramente a isso, reservando um pequeno trecho à mudança de status dos bombeiros.



Demétrio Weber, O Globo 


Fonte: Blog do Noblat

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dilma é contra a PEC 300

Política



Em jantar com governadores do Nordeste, Ideli Salvatti pediu o engajamento de todos para evitar a aprovação da PEC 300, que estabelece piso salarial para policiais.

Eduardo Campos (PSB-PE) reagiu: "Eu não vou para a porta do Congresso pedir voto contra um projeto que o Tarso Genro rodou o Brasil defendendo" - o então ministro da Justiça era a favor da emenda, com a ressalva de que não se deveria fixar valores.

Quando a nova ministra mencionou que, desde segunda-feira, pedia a Dilma Rousseff que os recebesse, Campos atalhou: "Com todo o respeito, a senhora sentou nessa cadeira agora. Nós somos governadores eleitos. Não precisamos de ajuda para falar com a presidente". E completou: ""Nós somos aliados! Não estamos aqui para chantagear o governo!".


Renata Lo Prete


Fonte: Blog do Noblat

GDF deve reduzir tempo de folga dos PMs para melhorar a segurança

A melhor escala do mundo pode acabar
 
 
 
Um dia após o sequestro de quatro reféns na 711 Sul, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) anunciou a preparação de um pacote de medidas para conter o avanço da violência na capital do país, especialmente no Plano Piloto. Um dos principais pontos da estratégia será a convocação dos policiais militares em folga para a realização de operações pontuais. Também haverá a redistribuição do policiamento ostensivo, além da efetivação de 1,3 mil homens entre setembro de 2010 e janeiro de 2012. Enquanto isso, especialistas, conselheiros comunitários e moradores criticam as atuais escalas da Polícia Militar, que poderiam ser repensadas para garantir mais PMs nas ruas.

O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, revelou as mudanças após uma reunião com a cúpula da corporação, realizada na manhã de ontem. No encontro, o secretário e o chefe de Estado Maior da Polícia Militar, coronel Alberto Pinto, discutiram como farão para redistribuir o patrulhamento. Além disso, segundo Avelar, a SSP-DF se articula com outras secretarias do Governo do Distrito Federal (GDF) para realizar operações de combate ao tráfico de drogas. “No Plano Piloto, muitos dos casos de criminalidade estão ligados ao consumo de crack”, afirmou Avelar (leia Entrevista).

A SSP-DF, que ontem admitiu deficit de 4 mil PMs, pretende ainda reforçar os postos comunitários de segurança do Plano Piloto com até 16 homens e dois carros. O policiamento a pé, realizado em dupla, conhecido como Cosme e Damião, também voltará a ser usado para as rondas. Avelar, no entanto, evitou falar em datas. “Posso dizer que será em breve. Caso algumas de nossas medidas não surtam efeito, poderemos também mudar o regime de escala da PM. Mas isso é somente uma ferramenta e não algo previsto”, explicou.

O governador do DF, Agnelo Queiroz, mencionou ontem necessidades na área de segurança. Segundo ele, o GDF pretende aumentar o efetivo das polícias Civil e Militar e investir em equipamentos, em estrutura e em tecnologia. “Vai ter mais policiamento ostensivo e monitoramento com câmeras. É isso que está em curso, mas é um avanço progressivo. Temos um plano de contratação e também vamos realizar concursos anuais”, garantiu.

Críticas

Na visão do ex-secretário nacional de Segurança Pública, coronel José Vicente da Silva, o contingente policial do DF, se bem equacionado, atenderia a toda a capital e a parte do Entorno. Com um policial militar para cada 205 habitantes, o especialista explicou que Brasília tem quase três vezes mais homens do que São Paulo e quase o dobro do que Nova York. “E com salário de policiais de primeiro mundo. A capital federal enfrenta determinados problemas de violência, porque é mal resolvida com o policiamento. A escala de trabalho é folgada”, criticou.

Para o coronel, o ideal seria que policiais trabalhassem oito horas e folgassem as 16 horas seguintes. Ou, então, que cumprissem uma escala de oito horas por dois dias seguidos e folgassem no terceiro. Também falta entendimento entre a PM e a Polícia Civil, que deveriam, na visão do especialista, compartilhar informações, banco de dados e locais de trabalho. “A escala, em outros lugares do Brasil é de 12 horas por 36. Não há efetivo que chegue. Em Nova York, o trabalho é de 8,3 horas diárias. Brasília tem uma folga bem paga, que não existe em outros lugares. Assim, o policial acaba fazendo bico.”

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Brasília, Saulo Santiago, concorda com o especialista. “Tem que ser um regime que respeite as condições físicas do policial. Ninguém trabalha bem durante 24 horas seguidas. Agora, segundo a Constituição brasileira, a segurança pública é um dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. As quadras que têm prefeitura são mais articuladas. O prefeito se reúne com a comunidade e, depois, com o conselho, que repassa a informação para a polícia. A 711 Sul, por exemplo, não tinha prefeitura”, alertou.

O coronel Alberto Pinto, do Estado Maior da PM, rebateu as críticas quanto à escala. Segundo ele, “não existe a possibilidade de mudar a escala, determinada por forma de lei, e que atende normas mundialmente conhecidas de horas trabalhadas por horas de descanso.” Ainda assim, admitiu que o número de PMs está defasado no DF. “Temos 3,2 mil policiais nas ruas atendendo à população diariamente e 11 mil de um total de 14 mil se revezando. Temos uma carência de 5 mil homens, mas nosso regime de escala atende, de forma técnica a proporção entre horas trabalhadas por horas de descanso”, argumentou.
 
 
  Luiz Calcagno
Kelly Almeida


Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Criminalidade no Distrito Federal

Opinião



É interessante assistir um Estado rico, com efetivo mais que suficiente, ótimos salários, excelentes escalas de serviço, equipamentos de primeiro mundo... perder o controle sobre a criminalidade.

O que está ocorrendo no Distrito Federal é o resultado da ignorância dos seus gestores. Não se faz segurança pública sem ações sociais.

Nenhum efetivo será suficiente para a proteção dessa população.

O problema do Distrito Federal é a falta de investimentos em educação e trabalho para a população do entorno, na falta de oportunidades de aprender e empregar estas pessoas migram para o crime.

Sabe onde é o melhor lugar para a prática de crime: Brasília.

Parem de tampar o sol com a peneira, antes que o sol queime os olhos de vocês, visto que a peneira já foi furtada.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Uma cadeia com sexo, droga e festa

Futuro das Penitenciárias Brasileiras




PORLAMAR, Venezuela - Do lado de fora, o presídio San Antonio na ilha Margarita parece qualquer outra penitenciária venezuelana. Soldados de uniforme verde guardam seus portões. Atiradores de elite espreitam das torres de vigilância. Guardas olham ameaçadoramente para os visitantes antes de revistá-los na entrada.

 
Mas, uma vez lá dentro, a prisão para mais de 2.000 venezuelanos e estrangeiros detidos principalmente por tráfico de drogas mais parece um resort inspirado na Playboy.

 
Mulheres visitantes de biquíni desfrutam o sol do Caribe em uma piscina externa. O cheiro de maconha tempera o ar. O “reggaetón” retumba de um clube cheio de casais que dançam entrelaçados. Pinturas do logotipo da Playboy enfeitam o salão de bilhar. Os detentos e seus convidados apostam animadamente na ruidosa arena de briga de galos da prisão.

 
“Os prisioneiros venezuelanos dirigem o show, e isso torna a vida aqui dentro um pouco mais fácil para todos nós”, disse Fernando Acosta, 58, um piloto mexicano preso desde 2007.

 
A vida atrás das grades em San Antonio é uma mistura surreal de hedonismo e força. Alguns detentos caminham pelo terreno segurando rifles de assalto.

 
“Eu passei dez anos no Exército, brinquei com armas toda a minha vida”, disse Paul Makin, 33, um britânico preso aqui em Porlamar por tráfico de cocaína em 2009. “Eu vi aqui algumas armas que nunca tinha visto. AK-47, AR-15, M-16, Magnum, Colt, Uzi, Ingram… Cite qualquer uma, aqui tem.”

 
Os prisioneiros dizem que devem seus privilégios incomuns a um colega de prisão, Teófilo Rodríguez, 40, um traficante de drogas condenado que controla o arsenal que espanta Makin. Rodríguez é o principal líder dos detentos -um “pran”, como são chamados os prisioneiros que comandam.

 
Rodríguez também atende pelo apelido de “El Conejo” (o coelho), o que explica a proliferação de sua marca registrada pelo presídio: as pinturas do logotipo da Playboy. Há muitas oportunidades para os detentos ganharem dinheiro. Visitantes que chegam da ilha, um destino turístico enfeitado por palmeiras, fazem fila nos fins de semana para apostar na rinha de galos da prisão ou comprar drogas dos prisioneiros.

 
“O Estado perdeu o controle das prisões da Venezuela”, disse Carlos Nieto, diretor da “Window to Freedom” (janela para a liberdade), que documenta violações de direitos nos presídios do país.

 
Grupos de direitos humanos dizem que a corrupção e o desmando institucional impediram as iniciativas para melhorar as condições em muitas prisões venezuelanas. Uma série de rebeliões de presos bem-sucedidas nas últimas semanas salientou as dificuldades.

 
Luis Gutiérrez, o diretor de San Antonio, se recusou a comentar sobre a prisão que ele, supostamente, supervisiona.

 
Os prisioneiros se gabam de que eles mesmos construíram seus alojamentos, com dinheiro próprio. Dizem que as fugas são raras (os detentos ainda enfrentam a ameaça de serem mortos por soldados do lado de fora). E, embora San Antonio, dificilmente, possa ser considerado seguro, os detentos afirmam que a paz costuma prevalecer.

 
“Nossa prisão é uma instituição modelo”, disse Iván Peñalver, 33, um assassino condenado que é um cristão evangélico.

 
“Há mais segurança aqui do que lá fora na rua”, disse Rodríguez, entrevistado enquanto os guarda-costas abriam ostras para ele.


A vida sob sua proteção obedece a códigos próprios. As festas incluem grupos de rap convidados para se apresentar. Embora separadas por um muro, as 130 detentas no anexo feminino se misturam livremente com os homens. Algumas formam pares românticos.


Em partes da prisão, predomina algo que se aproxima da normalidade.


Um barbeiro corta cabelos, uma barraca de comida chamada McLandro’s vende sanduíches. O reggaetón do clube ressoa dia e noite. Os galos cantam de madrugada.


“Eu acho difícil explicar como é a vida aqui”, disse Nadezhda Klinaeva, 32, uma russa que cumpre pena por tráfico no anexo feminino. Este é o lugar mais estranho em que já estive.


Por Simon Romero -NYT.


Fonte: Blog Diário de um Juiz

CRACK














Fonte: Folha de São Paulo

PEC 300: a próxima crise

"A inevitável explosão (maior ou menor) em torno da PEC 300 abre oportunidade para rediscutir a fundo a histórica desfuncionalidade da carreira policial no Brasil"




A crise no Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro poderia ter sido evitada com um mínimo de previsão, bom senso e diálogo. O desvio de função retirando-os da defesa civil para tapar buracos na saúde, a persistência de um padrão salarial degradado e a falta de diálogo levaram à quebra de hierarquia e a formas de luta questionáveis. No final, fica um desgaste persistente que irá fatalmente se refletir na qualidade desse serviço vital para a população. Pois essa crise foi uma antecipação, em escala local,  do potencial tsunami institucional que se avoluma no horizonte do Brasil resultante da má gestão político-institucional da PEC 300, que nivela os salários de policiais militares, civis e bombeiros de todo o país aos da PM do Distrito Federal.

O ministério do planejamento adverte que isso custaria mais de R$ 50 bilhões e que não só os estados não teriam condições de pagá-lo como o governo federal não conseguiria apoiá-los para tanto. Isso, porém, não impediu a base parlamentar do governo Lula de ter, em ano eleitoral, votado massivamente a PEC 300, aprovando-a nas duas casas legislativas com uma mudança no Senado que obriga a fazê-la passar novamente na Câmara onde, agora, a bancada do governo está instruída a não deixá-la prosperar.

Já se esboça uma forte mobilização de policias,  existe no ar uma intensa sensação de frustração com acusações de traição ao governo e à sua base parlamentar. Os setores mais fisiológicos da base governista já saboreiam essa nova gota de sangue no mar de tubarões. Corremos o risco de mobilizações de rua de policiais civis, militares e bombeiros, confrontos, motins, numa escala inédita.

O Titanic navega a todo vapor rumo ao iceberg mas não parece haver sentido de alerta na ponte de comando. O governo não vai escapar de algum grau de concessão para pagar o preço de ter lidado com a questão de forma eleitoreira em passado recente. É de um cinismo sem limites terem votado por conveniência eleitoral o que hoje consideram algo “totalmente inviável”. Detalhe:  não o fizeram com aquela  relativa irresponsabilidade facultada à oposição mas como base de governo. Em política pública, isso tem custo alto. Aqui se faz, aqui se paga.

Mas há um lado de oportunidade em qualquer crise. A inevitável explosão (maior ou menor) em torno da PEC 300 abre oportunidade para rediscutir a fundo a histórica desfuncionalidade da carreira policial no Brasil. A questão das “escalas de serviço”, do duplo emprego, das nossas polícias de “bico”, a part time, onde a segurança pública acaba ocupando a parte menor do tempo dos nossos policiais civis e militares e a maior acaba dedicada a outra atividade remunerada frequentemente vinculada à segurança privada. Isso produz  falta de efetivo, má qualidade de serviço e de adestramento e estimula toda espécie de desvios.

Cabe um discussão séria e um eventual sacrifício orçamentário de outros gastos de governo - pequeno exemplo: acabamos de passar cerca de meio bilhão de reais de incentivo fiscal a usinas nucleares, na MP 517 - para aumentos substanciais que, escalonados no tempo, possam chegar ao padrão disposto na PEC 300, em troca da instituição, de fato,  da dedicação exclusiva dos policiais à segurança pública com o fim  do duplo emprego.

O eventual tempo livre, resultante dos atípicos horários de trabalho policiais, ficaria dedicado ao adestramento e à formação profissional permanente. Isso passaria também pela instituição de um fundo nacional de segurança mais abrangente que, à semelhança do FUNDEB(Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) possa complementar salários apoiando os estados. Nada disso será simples. Mas a qualquer momento periga virar urgência urgentíssima...

* Deputado federal pelo Partido Verde (RJ), do qual é um dos fundadores, tem 60 anos, e foi secretário de Urbanismo e de Meio Ambiente da cidade do Rio de Janeiro e vereador. Jornalista e escritor, é autor de oito livros, dentre os quais Os carbonários (Premio Jabuti de 1981) e o recente Ecologia urbana de poder local. Foi um dos líderes do movimento estudantil secundarista, em 1968, e viveu no exílio durante oito anos.



Fonte: Blog Congresso em Foco

terça-feira, 7 de junho de 2011

Notícias da Terrinha

Operação Sexto Mandamento

PMs serão trazidos para Goiânia


Justiça estadual autorizou ontem a transferência de 5 militares para Centro de Custódia da Polícia Militar


Dos 18 policiais militares acusados de participação em grupos de extermínio em Goiás e encaminhados ao presídio federal de Campo Grande (MS), após prisão deles pela Polícia Federal durante a Operação Sexto Mandamento, deflagrada em 15 de fevereiro passado, 5 serão trazidos de volta para Goiânia nos próximos dias. Na capital, eles deverão permanecer presos no Centro de Custódia da Polícia Militar (PM), que foi reformado recentemente para receber os detentos.

A decisão de recambiar os PMs para Goiânia é da Justiça e atendeu pedido feito pelo comando da PM e pela defesa dos policiais, que sustentaram que o local correto para custódia deles é mesmo o presídio militar. Serão transferidos para capital os subtenentes Fritz Agapito Figueiredo e Hamilton Costa Neves e os cabos Cláudio Henrique Camargos, Alex Sandro Souza Santos e Ricardo Rodrigues Machado.

Conforme apurado pelo POPULAR, a tendência é que os demais PMs detidos no Mato Grosso do Sul por força de mandados de prisão expedidos por juízes de Acreúna, Rio Verde e Alvorada do Norte também sejam autorizados a retornar à capital.

Ao chegarem a Goiânia, os PMs se encontrarão com o 1º tenente Vítor Jorge Fernandes. Ele havia sido solto, no dia 31 de março, sob alegação de que não existiam provas da participação dele em execuções. Contudo, a Justiça voltou atrás e determinou a prisão preventiva do acusado, que já está, inclusive, preso em uma das celas do Centro de Custódia.

Para permitir a volta dos PMs, contudo, a Justiça determinou que fosse feita vistoria no Centro de Custódia pelo juízo da Vara de Execuções Penais. A intenção era verificar se o local é suficientemente seguro para receber os presos. Isso foi preciso porque a principal justificativa da Polícia Federal para transferência dos policiais era a suposta fragilidade no sistema de segurança do presídio militar do Batalhão Anhanguera, em Goiânia. Durante as investigações, a PF teria percebido até a desobediência à ordem jurídica na unidade militar. Entre as facilidades apontadas estavam a saída dos presos, sem qualquer autorização legal.

Depois de vistoriar o Centro de Custódia, o juízo da Vara de Execuções Penais entendeu que todas as 20 celas do estabelecimento prisional "atendem às condições de segurança, prestação de serviços sociais, religiosos e os concernentes à dignidade da pessoa humana".

Com a avaliação positiva da unidade prisional, a Justiça também ponderou que o recambiamento dos PMs evitará gastos para o Estado, pois todos devem ser trazidos periodicamente para a capital para acompanharem as audiências previstas ao longo do andamento processual, como prevê a lei processual penal. Isso inclusive já ocorreu com o major Ricardo Rocha, que teve de ser trazido no último dia 16 de março para acompanhar o depoimento de testemunhas na ação em que é acusado do homicídio do operador de máquinas Higino Carlos Pereira de Jesus.

Além da volta para a capital, os PMs têm tentado obter habeas-corpus (hc) no Tribunal de Justiça de Goias (TJ-GO). Hoje, por exemplo, está previsto o julgamento de hc proposto pelo ex-subcomandante da Polícia Militar, coronel Carlos Cézar Macário que, na semana passada, foi denunciado pelo Ministério Público, juntamente com outros cinco policiais militares, pela morte de Deivid Dias, ocorrida no dia 24 de junho de 2010, em Acreúna.

 

MP foi contra retorno de policiais para a capital



A decisão da Justiça de autorizar a transferência dos cinco policiais militares para Goiânia contrariou parecer do Ministério Público (MP) estadual. O órgão ministerial sustentou que, ao readaptar celas suficientes apenas para receber os PMs presos durante a Operação Sexto Mandamento, a Polícia Militar está oferecendo tratamento diferenciado a eles, em detrimento daqueles policiais que eventualmente estejam detidos provisoriamente no Estado.

Além disso, o MP ponderou que o comando-geral da PM não tem "titularidade" para elaborar requerimentos visando a transferência dos Policiais Militares por não ser "parte no processo". Sustentou também que as adequações no Centro de Custódia da Polícia Militar foram feitas sem qualquer previsão orçamentária, ferindo o que prevê a lei para a construção de obras públicas.

Centro de Custódia pronto para receber presos


O novo Centro de Custódia da Polícia Militar, no Setor Leste Universitário, passou por reforma, readequação e ampliação nos últimos meses e com capacidade para abrigar 20 presos, já tem um militar em suas instalações desde o dia 31. O tenente Vitor Jorge Fernandes teve a prisão preventiva decretada naquele dia. Ele é um dos 19 militares presos durante a Operação Sexto Mandamento da Polícia Federal.

O novo presídio militar tem duas alas, com cinco celas cada. Dois presos por cela, totalizando capacidade máxima de 20 presos. Um pátio de banho de sol foi construído em um anexo ao prédio. Foi construído também um parlatório para o recebimento de visitas.

Um vidro faz com que preso e visitante não tenham contato físico. "Não é proibido o contato. Não é um presídio de segurança máxima", explicou o comandante da Academia da Polícia Militar, coronel Júlio César Mota. Os presos devem ficar o tempo todo nas cela.

Helicópteros sairão do chão

Pacote para PM goiana

Divisão do fundo milionário

domingo, 29 de maio de 2011

Violência e Criminalidade no Entorno do Distrito Federal

O problema é social.



Falar é fácil, fazer é difícil, resolver é quase impossível, omitir é desumano.

O Entorno do DF, maiúsculo como o problema, é uma região incômoda para os Estados que a rodeiam, ninguém assume sua paternidade, mais que isso, todos negam sua existência.

Brasília é um sonho, o Entorno seu pesadelo.

Com a mudança da Capital, do antigo Estado da Guanabara para os rincões goianos, vieram a nobreza do serviço público, atrás desses vieram os desalojados pela miséria e seca nordestina.

A cidade dos sonhos de Dom Bosco também o era de todos os esquecidos e sem sobrenomes Brasil afora.

Os lagos e suas mansões (uma miniatura do Rio de Janeiro da década de 50) separam a nobreza que não trabalha do proletariado que faz as repartições públicas funcionarem.

Um lago separa tanto quanto um morro.

As asas do avião eram o prêmio de consolação, mas logo ficaram pequenas e caras, só restou para os atrasados as migalhas das cidades satélites, distantes do poder e  tristes como a periferia carioca.

Por falar em morro, a nova Capital também criou o seu e ele cresce mais que o dobro de todas as regiões do País, é o violento Entorno DF, composto por 19 cidades goianas e 03 mineiras.

Viver nessa região é suicídio social.

Não tem ruas, esgotos, asfaltos, calçadas, iluminação, praças, escolas, hospitais, delegacias, postos policiais, cinemas, teatros, bibliotecas, praias, clubes, espaços públicos para diversão...

Só tem botecos, buracos, drogas e funerárias.

Meio milhão de pessoas saem de casa todos os dias e deslocam em seus carros para o trabalho no Distrito Federal, é o caminho pelo País das Maravilhas, um sonho de consumo.

Vida de gente, povo escolhido para bem viver.

Por volta das 19 hs essa multidão retorna para a realidade, tendo que encarar o pesadelo do Entorno, fechar as portas com cadeados e rezar pelo amanhecer com vida.

Vida de gado, povo marcado para mal morrer.

Sabe com quem os filhos dessas pessoas ficam durante todo o dia?

Com o destino.

O destino dessas crianças é triste, violento...

Ele droga seus passados, vicia seu presente, corrompe seu futuro, mata seus sonhos e assassina suas almas.

De quem é a culpa?

Não sei, só sei que não resolver o problema é torná-lo maior, um dia ele não terá mais controle.

Como resolver?

Investimento maciço em tudo.

Não adianta colocar 10.000 policiais ali que o problema vai continuar sendo o mesmo.

Polícia é remédio contra a febre, diminui a temperatura quando a dose é forte, mas a febre volta com o tempo.

O problema é a infecção.

A infecção é o social.

A falta de oportunidades para viver (saúde), a falta de oportunidades para aprender (educação), a falta de oportunidades para ganhar (trabalho), a falta de oportunidades para ir e vir (segurança).

A região precisa aparecer como um câncer social, com seus problemas e estatísticas, só assim as autoridades vão parar de fingir que ele não existe, antes que ocorra uma metástase.

Tem que haver uma intervenção da Comissão de Direitos Humanos na região.

Onde já se viu tamanho abandono das pessoas? São seres humanos!

Estão presos em suas realidades desumanas.

É preciso parar os incentivos eleitoreiros de lotes e empregos, até porque são inexistentes.

É preciso que se construam hospitais: adoecer é uma fatalidade, morrer não.

É preciso que hajam escolas em período integral: abandonar o futuro nas mãos dos marginais é o mesmo que suicidar o presente.

Segurança é obrigação do Estado. Estado é a União, o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

Enquanto Brasília conta com um policial militar para cada 135 habitantes, seu Entorno conta com um para 600. As taxas criminais de um ano em Brasília são as mesmas que de um mês no Entorno.

As divisas existem apenas no papel e na cabeça das autoridades irresponsáveis.

Goiás, Minas e o Distrito Federal, no entorno do terceiro, é uma única região.

Os crimes são os mesmos, os autores são os mesmos, as vitimas são as mesmas, os locais são os mesmos...

Os recursos não são os mesmos, a miséria não é a mesma, os efetivos não são os mesmos...

É um problema Social, é um problema de Direitos Humanos, é um problema dos Estados, é um problema Seu.

Ou não é?



Ten Cel Giovanni Valente Bonfim Júnior

sábado, 28 de maio de 2011

Fantástico visita região brasileira considerada uma das mais violentas do planeta

Um lugar onde ocorrem mais de 40 assassinatos por mês e onde a população faz justiça com as próprias mãos.




Os repórteres do Fantástico vão a uma das regiões mais violentas do planeta. Sabe onde fica? Aqui mesmo, no Brasil.


Um lugar onde ocorrem mais de 40 assassinatos por mês e onde a população faz justiça com as próprias mãos. Um lugar onde ninguém está seguro, nem em casa.

Um lugar onde encontramos delegacias abandonadas e onde os comerciantes têm que trabalhar atrás das grades.

As funerárias chegam aos locais dos crimes antes mesmo da polícia. Mais de 10 mil inquéritos de homicídio estão parados e as próprias autoridades admitem que a situação é comparável a uma guerra.

Que lugar é este? Você vai saber domingo, no Fantástico.

Fonte: TV Globo


Comentários do BLOG:

Este lugar existe e está bem perto de você.

É o Entorno do Distrito Federal. 

A única região do Brasil onde os policiais (federais, civis, militares, força nacional, etc) não querem trabalhar.

Assista domingo no Fantástico.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Polícia Civil poderá ter nome alterado

Mudar para Polícia Judiciária

 

O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, Edemundo Dias de Oliveira, estuda a possibilidade de mudar o nome da instituição para Polícia Judiciária. Para isso, já está consultando todos os chefes de polícia do País em busca de apoio para a mudança.

Edemundo entende que Polícia Judiciária é um nome forte que condiz com o papel da Polícia Civil como braço do Judiciário na prestação jurisdicional e representa a afirmação do delegado de polícia como carreira jurídica. Ele já conquistou o apoio do delegado-geral de polícia de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, com quem se encontrou sexta-feira passada, na capital paulista, tratando de assuntos de interesse da instituição.
Fonte: Agência Goiana de Comunicação

terça-feira, 24 de maio de 2011

Comissão de Segurança vai fazer raio-x das polícias

Câmara dos Deputados
 
 
 
Presidente da Comissão de Segurança Pública vai criar grupo de trabalho para fazer diagnóstico das polícias civil, militar, rodoviária, federal e das guardas municipais em todo o país.

O deputado Mendonça Prado, do DEM de Sergipe, informou que o grupo de trabalho vai apurar questões como o efetivo ideal, salários, carga semanal de trabalho e unificação das polícias.

Nesta terça-feira, a Comissão de Segurança Pública debateu a carga horária semanal dos policiais e as condições de trabalho das polícias no Brasil.

O presidente da Associação Nacional das Entidades de Praças Militares Estaduais, Pedro Queiroz, alertou para o perigo de uma falência da segurança pública.

"Não adianta a gente querer tratar de bons salários, ou de bom plano de assistência à saúde, se não reduzir a jornada de trabalho do homem. Tem que haver uma parceria entre estado, União, para poder suportar essa carga de modificações que tem que ser feita. E se não for feita, nós vamos entrar num colapso."

Pedro Queiroz disse ainda que o Brasil tem cerca de um milhão de policiais civis e militares, quando necessitaria de cerca de três milhões para atender à recomendação da ONU, de um policial para cada 250 habitantes.

Segundo ele, na maioria dos estados, os policiais não têm jornada fixa de trabalho. Pedro Queiroz acusou os governadores de usurparem a mão de obra do policial militar, que chega a ter jornada de 96 horas semanais.

Para o presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, Gilson Dias, a população não pode aceitar que o governo trate a segurança pública como um gasto, mas como um investimento em qualidade de vida.

O presidente da Comissão de Segurança Pública, Mendonça Prado, explicou que os deputados estão buscando, com as audiências, um diagnóstico correto da situação das polícias para apresentar uma proposta de segurança pública.

"Nós temos diversos problemas relacionados ao setor, como a questão do efetivo insuficiente, incompatível com o número de habitantes de cada estado. São cargas horárias que fazem do trabalhador de segurança um verdadeiro escravo, o que é um risco para a sociedade, porque é um trabalho que causa exaustão ao trabalhador."

O deputado Delegado Waldir, do PSDB de Goiás, autor do requerimento da audiência, alertou que o Brasil pode sofrer um colapso na segurança pública, justamente na ocasião de eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Ele condenou jornadas de trabalho que considera desumanas, sem pagamento de horas extras ou adicional noturno aos policiais. Segundo ele, muitos desses profissionais passam a usar drogas e chegam até a cometer suicídio.

 

Fonte: Agência Câmara

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Delegados da Polícia Civil de Goiás querem ouvir as fitas da Operação 6º Mandamento

Qual seria a razão?



Integrantes da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados querem instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a ação de grupos de extermínio em todo o país. A ideia é motivada pelos resultados da Operação Sexto Mandamento, realizada pela Polícia Federal em 15 de fevereiro, quando 19 policiais militares goianos acabaram presos por supostamente participarem de um esquadrão da morte (leia Para saber mais).


Os crimes atribuídos a eles em Goiás e os dramas dos familiares das centenas de mortos e de 36 pessoas desaparecidas após abordagem policial foram denunciados na série de reportagem “Crimes de farda”, publicada pelo Correio nas sete edições da semana passada. Ela levou à convocação de uma audiência pública na CSPCCO na tarde de ontem. Ao fim da sessão, deputados manifestaram o desejo de uma CPI.


Autor do requerimento da audiência de ontem, o deputado Waldir Soares de Oliveira (PSDB-GO) também tomou a iniciativa de pedir a apuração contra os grupos de extermínio. “Começo amanhã a coleta de assinaturas”, anunciou. De imediato, ele recebeu o apoio de outros parlamentares presentes à audiência, como João Campos (PSDB-GO). Além de colegas de partidos, ambos trabalharam como delegados da Polícia Civil de Goiás.


Para João Campos, não há dúvidas do envolvimento de autoridades goianas com o esquadrão da morte investigado pela PF. “Grupo de extermínio formado por policiais só existe e se mantém porque tem a concordância, o apoio, a ordem de quem está em cima, no poder”, afirmou. Mas ele também disse haver mais policiais militares criminosos. “Esse grupo é muito maior. O que foi preso (19) é apenas uma amostragem dele”, garantiu.

Waldir de Oliveira também cobra punição às autoridades supostamente envolvidas com o grupo de extermínio goiano. “Apenas policiais estão presos. As autoridades envolvidas continuam a circular por Goiás em seus carrões importados, pagos com o dinheiro do contribuinte”, disparou. Lourival Mendes sugeriu aos colegas de comissão pedir cópias dos grampos telefônicos feitos pela PF. “Mas só uma CPI tem tal poder. Esse é mais um motivo para abrirmos uma. A sociedade tem que conhecer esses nomes”, destacou. Diálogos interceptados com autorização judicial mostram como os acusados matam suas vítimas, gostam de tal prática e a intimidade deles com autoridades.


Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Estudo inclui corrupção policial entre motivos de ataques do PCC

Cinco anos após a onda de ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) que pararam São Paulo, o maior estudo desde então aponta as três principais causas para as ações.




São elas: a corrupção policial contra membros do grupo, a falta de integração dos aparatos repressivos do Estado e a transferência que uniu 765 chefes do PCC, às vésperas do Dia das Mães de 2006, numa prisão de Presidente Venceslau (620 km de SP).


Os dados constam do estudo "São Paulo Sob Achaque", contundente raio-x elaborado durante quatro anos e oito meses sobre a onda de ataques da facção. O documento será divulgado nesta segunda-feira, com versões em português e inglês.


O estudo de quase 250 páginas foi produzido pela ONG de defesa de direitos humanos Justiça Global e pela Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard, uma das mais importantes dos EUA.


Os responsáveis por "São Paulo Sob Achaque" pesquisaram centenas de documentos, muitos deles sigilosos, processos criminais sobre as mortes ocorridas em maio de 2006 e entrevistaram a maior parte das autoridades envolvidas no episódio.


NEGOCIAÇÃO


A extorsão de R$ 300 mil que, segundo a Promotoria, foi praticada em março de 2005 pelos policiais civis Augusto Peña e José Roberto de Araújo contra Rodrigo Olivatto de Morais, enteado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, tido pela polícia paulista como chefe do PCC, é o principal caso de corrupção policial que influenciou os ataques de maio, segundo o documento.


Os dois policiais chegaram a ser presos. Hoje estão soltos. Eles negam as acusações.


O documento também aponta que, em 14 de maio de 2006, dois dias após os primeiros atentados, o Estado enviou uma comissão a um presídio para negociar com os chefes do PCC o fim dos ataques. O fato sempre foi negado pelo governo.


"O maio de 2006 não foi puramente uma manifestação da violência, precisamos ter a visão do todo e como esse todo contribuiu para a eclosão daquele momento", diz Sandra Carvalho, diretora da Justiça Global. "Passados cinco anos, nossa pesquisa indica que não foram construídos mecanismos eficazes, consistentes de superação e de enfrentamento para essa situação", completa ela.


MORTES


Ao esmiuçar os 493 homicídios ocorridos no Estado de 12 a 20 de maio de 2006, o estudo viu "indícios da participação de policiais em 122 execuções", além de discrepância na elucidação desses casos em relação aos que vitimaram 43 agentes públicos.


Por conta disso, "São Paulo Sob Achaque" propõe a federalização da investigação.



André Caramante


Fonte: Folha de São Paulo

Apenas quatro mil dos cerca de 50 mil homicídios cometidos por ano no país são resolvidos

Crime sem castigo
 
 
 
RIO - Por que é tão difícil a polícia identificar e prender um assassino no Brasil? A pergunta feita por muitas famílias vítimas desse tipo tragédia expõe uma triste realidade: dos cerca de 50 mil homicídios ocorridos no país por ano, a estimativa de Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa Mapas da Violência 2011, divulgada pelo Ministério da Justiça, é de que apenas quatro mil crimes (8%) têm o autor (ou os autores) descoberto e preso. Para se ter uma ideia do problema, são pelo menos cem mil assassinatos sem solução no Brasil até 2007 - e muitos já prescritos dentro do prazo de 20 anos previsto pelo Código Penal Brasileiro - segundo o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).


Especialistas ouvidos pelo GLOBO na última semana apontam uma série de fatores que prejudicam o esclarecimento dos homicídios: o sucateamento das delegacias; a falta de infraestrutura das polícias técnicas nos estados para obtenção de provas; o déficit do número de investigadores; e a burocracia, além da não integração entre delegados, promotores e a Justiça no andamento dos inquéritos, são alguns.


- O Brasil não tem uma estrutura de segurança pública formada. Não há um sistema nacional integrado para o tema. Há uma resistência grande em abrir a caixa-preta da criminalidade no país. Tem estado, como Alagoas, que o índice de solução de homicídios não chega a 2% - afirma Waiselfisz.


Para agilizar as investigações, o CNMP criou, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério da Justiça e os governos estaduais, a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), chamada de Meta 2. O objetivo é tentar concluir inquéritos abertos até dezembro de 2007. Na sexta-feira, já eram 95.272 casos de crimes sem conclusão no país. Mas o número passará dos cem mil já que 16 estados vão apresentar hoje relatórios com a estatística atualizada.


Sete meses para encerrar 4 mil casos


A missão de cumprir a Meta 2, porém, será difícil. O prazo dado às polícias para encerrar os casos nos estados com mais de quatro mil inquéritos em andamento terminaria em julho, mas já foi prorrogado para o fim de dezembro por causa da demanda.


- Os problemas não são de agora. A Enasp está jogando luz em cima do problema - diz a juíza federal Taís Ferraz, coordenadora do Grupo de Persecução Penal do Enasp, que cita dificuldades encontradas nas investigações:


- Há situação em que é preciso três pessoas assinarem um documento para realizar determinada diligência. E faltam equipamentos e peritos.


No Rio, o Centro Integrado de Apuração Criminal (Ciac) possui 30 mil inquéritos da capital, sendo 15 mil de homicídios ocorridos até dezembro de 2007.


Dos 15 mil procedimentos abertos, 60% estão prontos para serem arquivados. Ou seja: casos sem qualquer referência dos assassinos ou já investigados, mas com baixa possibilidade de se chegar ao autor. Outros 39% ainda dependem de investigações e apenas 1% tem a autoria identificada.


- Criamos o Programa de Resolução Operacional de Homicídios, com técnicas padronizadas para obter sucesso nas investigações. O conselho do Ministério Público recomendou a outros estados para que exista um padrão nas investigações - diz o procurador de Justiça Rogério Scantamburlo, coordenador do Ciac.



Cássio Bruno


Fonte: O Globo

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Terrorismo no entorno DF

Grupo terrorista age no entorno do Distrito Federal. Vários homens bombas explodiram. Inocentes entre os mortos.



Pelos menos 24 homens bombas explodiram durante o ano de 2010, até agora foram contabilizados 545 mortos e 511 feridos gravemente.

Segundo a Polícia ocorreram pelo menos dois atentados por mês, com 25 mortos cada um.

Este é o resultado da violência no entorno do DF.

Até quando os moradores dos lagos estarão protegidos?

Até quando os políticos estarão protegidos?

Até quando?

Pense a respeito.

terça-feira, 3 de maio de 2011

E agora Direitos Humanos?

Obama é o líder de um grupo de extermínio?



Invadir um País (sem conhecimento da ONU) a procura de um criminoso pode?

Invadir uma casa (sem mandado judicial) a procura de um criminoso pode?

Matar várias pessoas (inclusive crianças) e fugir sem dar socorro aos feridos pode?

Executar um criminoso desarmado (na frente da sua esposa) pode?

Jogar o corpo do criminoso do alto de um helicóptero pode?

Sumir com o corpo de um criminoso em algum lugar do oceano pode?

As perguntas acima são direcionadas aos defensores de marginais que vivem gritando serem os policiais militares brasileiros, especificamente os goianos, assassinos cruéis.

O nosso representante junto a ONU (Patriota) concordou com a ação do Obama.

Com a resposta o MP, a OAB, a PF, o Poder Judiciário, a Imprensa e  a  Comissão de Direitos Humanos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Policiais Militares presos em Campo Grande correm risco de vida

Tentativa de fuga de presos acaba com reféns em cadeia no Mato Grosso do Sul




CAMPO GRANDE - A tentativa de fuga de dois presos no Presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, terminou com dez pessoas reféns. Os detentos trocaram tiros com policiais militares que ficam na torre de vigilância e recuaram. Eles voltaram para um dos pavilhões e fizeram prestadores de serviço como dentista, assistente social, cozinheira, além de agente penitenciário.

Equipes da Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), Tático, Corpo de Bombeiros e de Trânsito negociaram com os presos. No fim da tarde, eles se renderam e libertaram os reféns. Não há informações sobre feridos.


 

Fonte: O Globo