terça-feira, 21 de agosto de 2012

FBI aliciou muçulmanos para forjar ataques terroristas dentro dos EUA

Departamento federal de investigação fornecia plano de ataque e material a jovens muçulmanos para encenar um falso desmantelamento de planos terroristas. Atualmente, o órgão responde a processo por parte de uma mesquita situada na Califórnia



Os anúncios do FBI (Departamento Federal de Investigação) sobre o desmantelamento de planos terroristas possui duas versões: a oficial, que serve para deslumbrar a imprensa; e a estarrecedora, como classificou o jornalista Tom Castello, do Bureau of Investigative Journalism. Conforme a reportagem, o próprio FBI infiltra agentes em comunidades islâmicas, incluindo as pacificas, para encorajar novos terroristas, entre os quais muitos são adolescentes. A formação terrorista fornecida pelo departamento inclui plano de ataque e até o fornecimento de material.

Castello teve acesso a essas informações por meio de um documentário de rádio, o “This American Life”, transmitido em mais de 500 estações nos EUA. O trabalho jornalístico foi produzido pela Chicago Public Media e conta a chocante história de tramas armadas pelo FBI.

Segundo o analista Glen Greenwald, consultado pelo jornalista do Bureau of Investigative Journalism e que participou da produção do documentário, esse tipo de ação do FBI se dá “repetidamente”. “Eles se infiltram em comunidades muçulmanas para achar recrutas, os convencem a realizar ataques, fornecem dinheiro, armas e o know-how para levar seu plano adiante – apenas para saltar heroicamente no último instante, prender os supostos agressores que o FBI havia criado, e salvar uma grata nação de uma trama orquestrada... pelo próprio FBI”, relata.

Operação frustrada

Um desses casos ocorreu em 2006, quando o departamento recrutou o islâmico Craig Monteilh, considerado na região um marginal de “quinta categoria”. Ele, pelos planos do FBI, deveria se infiltrar em uma mesquita em Orange County, na Califórnia, com a missão de atrair homens da mesquita para a sua academia. O objetivo do FBI era, por meio Monteilh, recrutar mais islâmicos para um ataque terrorista cujos discursos encorajadores tinham como base a jihad (palavra que em árabe corresponde a esforço) de Osama Bin Laden.

A referida missão, batizada de Operação Flexão, esbarrou em percalços um tanto inusitados para o FBI: os recrutas de Monteilh estavam mais interessados em jogar videogames do que na academia. Dois deles, Ayman e Yassir, começaram a andar com Monteilh, que usava o falso nome de Farouk para aliciá-los. Os jovens, contudo, começaram a estranhar a insistência de Monteilh, ou Farouk - como o conheciam, em falar de Osama Bin Laden sempre que uma oportunidade aparecia.

Para frustração de Monteilh e tranquilidade do FBI, Ayman e Yassir não demonstravam o menor interesse em tratar de terrorismo ou jihad e tão logo Monteilh abordou a possibilidade de ataques à bomba foi denunciado por eles. Como esperado, os jovens recorreram ao FBI, concluindo com êxito mais um plano de desmantelamento de ataques terroristas.

O FBI, diante das reportagens, se negou a comentar os fatos e atualmente está sendo processado por membros da mesquita em que os dois jovens foram aliciados por Monteilh. Neste contexto, Craig Monteilh encaixa-se como principal testemunha contra seus empregadores.

Operações concluídas

A atuação do FBI em relação aos mulçumanos não para por aí. Em 2011, a Associated Press ganhou o prêmio Pulitzer de reportagem investigativa depois de mostrar uma operação secreta do departamento que envolvia a espionagem maciça em Nova Iorque. O FBI monitorava comunidades muçulmanas naquela cidade sem que houvesse qualquer evidência de atividades terroristas.

Alguns supostos planos terroristas que tiveram grande repercussão: em 2009, Hosam Maher Husein Smadi arquitetou a destruição de um arranha-céu em Dallas e Faruque Ahmed esboçou um ataque ao metrô de Washington; em 2010, Mohamed Osman Mahamud planejou detonar uma bomba em um evento natalino lotado; e em 2011, Rezwan Ferdaus foi preso depois de planejar atacar o Pentágono com aviões de controle remoto cheios de explosivos.

*Com informações da Agência Pública

Ketllyn Fernandes
Fonte: Jornal Opção

sábado, 11 de agosto de 2012

Wikileaks revela imensa rede de espionagem doméstica nos EUA


Sistema TrapWire usa tecnologia de ponta para monitorar paradeiro de cidadãos suspeitos


LAS VEGAS - O mais recente vazamento de informações proveniente do WikiLeaks revela a existência de uma grandiosa rede de espionagem eletrônica nos Estados Unidos denominada TrapWire.

Segundo David Seaman, analista do “Business Insider”, a revelação é tão séria que o site do Wikileaks vem sofrendo ultimamente intensos ataques DDoS (negação distribuída de serviço, na tradução) cuja intenção é calar o site, estancando suas operações com uma carga de entre 10GB e 40GB de requisições falsas por segundo.
Curiosamente, as informações vieram à tona graças ao site estatal russo “RT”, nos seguintes termos: “Ex-altos funcionários da inteligência [dos EUA] criaram um sistema de vigilância detalhada mais preciso do que a tecnologia moderna de reconhecimento facial. Tal sistema já foi instalado pelos EUA afora, debaixo do nariz da maioria dos americanos, segundo e-mails hackeados pelo grupo Anonymous”.
O TrapWire controlaria câmeras instaladas em pontos de vigilância nas principais cidades e pontos turísticos em todos os EUA registrando dados digitalmente a cada segundo no local, criptografando-os e enviando-os instantaneamente para um datacenter fortificado situado em local não revelado, de modo que essas informações sejam mescladas com outros dados de inteligência.
Este esquema é parte do programa TrapWire, elaborado pela Abraxas, uma empresa americana situada no estado da Virginia do Norte, cujo plantel reúne a elite da comunidade de inteligência dos Estados Unidos, ex-fucionários do Pentágono, da CIA, da NSA e de outras agências.
“Os tentáculos da rede colaborativa envolvida, na verdade, devem ir muito mais profundamente do que o que está documentado”, diz Seaman. “Os detalhes sobre a Abraxas e sobre o TrapWire são escassos, mas não poderia ser de outra forma, já que se trataria de um programa para lutar contra o terrorismo e monitorar atividades de maneira secreta”.
Segundo o site “RT”, TrapWire se refere ao nome de uma empresa em Reston, Virginia, EUA, que desenvolveu um sistema “projetado para proporcionar um meio simples, mas poderoso, de coletar e gravar relatórios sobre atividades suspeitas”. Ou seja, é um sistema de nodos interconectados que detecta qualquer coisa considerada suspeita e encaminha essas informações para um outro sistema para posterior análise e comparação.
Mais detalhes e uma rica coleção de links contendo evidências podem ser vistos na página sobre o tema no site informativo russo, em <http://bit.ly/rt_trapwire>.

Fonte: O Globo

terça-feira, 7 de agosto de 2012

PF regulamentará vigilantes em estádios


ada no Hyde Park, em Londres
LUIZ ERNESTO MAGALHÃES / O GLOBORIO - O policiamento em estádios de futebol e arenas de shows passará por mudanças na carona dos megaeventos que acontecerão no Brasil nos próximos quatro anos. A segurança armada, comumente usada hoje e que, no Rio, é feita pela Polícia Militar, deixará de ficar visível ao público, sendo colocada de prontidão em locais estratégicos, para intervir somente em caso em conflitos. Em seu lugar, entrarão em ação os chamados stewards (vigilantes desarmados e treinados para lidar com multidões). A regulamentação da nova função deverá ser divulgada ainda este mês pela Polícia Federal. Ela disciplinará a atividade, indicando currículo mínimo de cursos para a fissão.
Normas preveem seguranças desarmados nas arenas, durante os grandes eventos até as Olimpíadas


O Brasil está na contramão do mundo, que emprega os stewards. A Fifa recomenda um stewards para cada 60 espectadores em jogos mais delicados e um profissional para cada cem espectadores, em eventos considerados mais calmos.A ideia é que já haja stewards atuando em estádios na Copa das Confederações, que será disputada no Brasil em 2013. A regulamentação vem sendo discutida há um ano entre a PF e a Fifa, com acompanhamento do Ministério da Justiça. O modelo já é empregado na Europa e nos Estados Unidos. O policiamento desarmado é possível porque antes de entrar nos complexos esportivos, os torcedores são revistados em busca de armas ou objetos contundentes. Consultada pela PF, a Associação Brasileira das Empresas de Vigilância (Abrevis) é favorável à nova formação profissional. Segundo o presidente da entidade, José Jacobson Neto, a medida não valeria apenas para megaeventos. Discute-se o tamanho mínimo do evento para contratar stewards: com mais de mil, dois mil ou três mil pessoas:
Copa de 2014 exigirá 84 mil stewards
O presidente da entidade estimou que, somente para a Copa das Confederações, seriam necessários 10 mil stewards; enquanto que para a Copa do Mundo de 2014 o número subiria para cerca de 80 mil. Ainda não há projeções para os Jogos Olímpicos.
Nos Jogos Olímpicos de Londres os stewards estão presentes nas arenas de competição, áreas públicas de transmissão dos jogos e até em estações do metrô. Mas a empresa contratada não conseguiu preencher 3.500 das vagas necessárias. A mão de obra foi substituída por policiais e militares, que apesar de uniformizados não portam armas. O diretor de Segurança dos Jogos no Rio, Luiz Fernando Corrêa, ex-diretor da PF, disse que o esquema será usado nos jogos no Rio:
— Os stewards funcionam muito bem como orientadores. No caminho para os estádios, ajudam a fazer o filtro de quem chega, conferindo ingressos, por exemplo. Eles, porém, não dispensam uso de polícia, que fica em pontos pré-escolhidos, longe das vistas do público.
Em nota, a Polícia Federal informou que a segurança privada será empregada nas áreas privativas dos estádios, hotéis e locais de treinamento. A legislação brasileira não permite a atuação da segurança privada em vias públicas, exceto no transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal.
Fonte: O Globo

terça-feira, 31 de julho de 2012

Policial é atingido na cabeça em perseguição



Vídeo com imagens tensas, onde um policial, após uma perseguição, acaba se deparando com a reação do condutor do veículo em fuga, que atira e acaba acertando dois tiros: um na cabeça e outro no pulso do policial – que felizmente não morreu, já que mesmo atingido conseguiu pedir apoio pelo rádio. Instantes depois outros policiais conseguiram interceptar o criminoso, que foi morto em troca de tiros, ainda conseguindo atingir alguns deles. Imagens didática para quem realiza perseguições e/ou acompanhamentos em viaturas.

Autor:  - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Políticas Inteligentes Reduzem o Crime na Austrália


Caminhos para a solução



Uma das virtudes do método comparativo é permitir ver o que funciona e o que não funciona nas políticas de segurança pública. Na Austrália, na área do Mitcham Council houve uma redução clara no número de crimes.

A principal diretriz foi concentrar os esforços preventivos e repressivos nos reincidentes. Essa diretriz se baseia no dado encontrado em muitos países e em suas subdivisões de que um pequeno número de pessoas é responsável por uma alta percentagem dos crimes. Deu certo mais uma vez, agora na Austrália.

Office of Crime Statistics and Research publicou  as estatísticas mais recentes que mostram uma queda no número total de crimes de 6.366 para 4.344 entre 2006 e 2010. Os crimes contra a propriedade caíram mais de um terço nesse quinquênio e os roubos de casas etc. baixaram de 771 em 2006 a 422 em 2010. As infracoes e crimes no trânsito caíram ainda mais, de 913 a 421.

O chefe de polícia informou que a queda na subdivisão chamada Sturt Local Service Area foi de quase dez por cento no ano passado.

Concentrar esforços na prevenção de crimes cometidos por reincidentes e na repressão dessas pessoas tem dado certo.


GLÁUCIO SOARES
IESP/UERJ

Fonte: Blog Conjuntura Criminal

sábado, 30 de junho de 2012

Aprovado em Goiás projeto que reestrutura carreira de delegado, reajusta subsídio e cria bônus de incentivo

E a PMGO?


Foi aprovado, pelo Plenário, em segunda e definitiva votação, projeto de lei que reestrutura a carreira dos delegados de polícia do Estado de Goiás, no que diz respeito à remuneração da categoria. A matéria promove alterações na Lei Orgânica da Polícia Civil e na Lei que dispõe sobre o subsídio da carreira dos delegados, além de criar bônus de incentivo. A proposta foi acatada pelos deputados na sessão ordinária desta quinta-feira, 28.

Protocolado na Assembleia como processo nº 2.416/12, o projeto abrange os seguintes pontos: criação do cargo de delegado de polícia substituto como nova classe inicial da carreira; alteração do tempo de promoção; fixação de novos quantitativos para as classes do cargo de delegado de polícia; enquadramento dos delegados de polícia ativos e inativos para a classe imediatamente superior, exclusivamente uma única vez; criação do cargo de delegado de polícia especial I; criação do bônus de resultados destinado a estimular os delegados de polícia ativos; reajuste dos valores dos subsídios dos delegados de polícia ativos, inativos e aos seus pensionistas em 10%, em janeiro de 2013, e mais 10%, em janeiro de 2014.
A proposta estipula ainda que o Bônus por Resultados será concedido mensalmente, após avaliações quadrimestrais, com valores entre 5% a 20%, por critérios de mérito. As regras serão definidas posteriormente pelo Chefe do Executivo. 

Fonte: Portal da AL-GO

sábado, 23 de junho de 2012

Ataques do PCC

A transferência de Roberto Soriano, o Betinho Tiriça, para o presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes (a 589 km de São Paulo), é uma das hipóteses investigadas pelos setores de inteligência das polícias Civil e Militar para explicar os ataques contra policiais militares.


Condenado por tráfico, Soriano é, segundo investigações, do "primeiro escalão do grupo criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ele estava na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (a 620 km de SP), onde o governo paulista coloca todos os presos com influência no PCC.

Ele foi mandado para Bernardes depois de uma carta escrita por ele com ameaças contra PMs ser apreendida em sua cela.

Na carta, segundo membros das polícias Civil e Militar e da Promotoria, Soriano falava sobre atentados contra PMs, tráfico de drogas e sobre as mortes de seis membros do PCC em maio, durante uma operação da Rota.

Ataque contra a PM

Eduardo Anizelli/Folhapress
Carro que foi usado por criminosos para atacar uma base da Polícia Militar na Vila Campanela, zona leste de Sao Paulo Leia mais

ISOLADO
Em Presidente Bernardes vigora o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). O preso passa 23 horas por dia trancado e, quando sai para o banho de sol, não tem contato com outros detentos.

Por essa e outras restrições, inclusive não manter contato físico com visitantes, o presídio é considerado o mais rígido de São Paulo.

Até as três ondas de ataques do PCC contra as forças de segurança do Estado em 2006, o RDD operava com capacidade máxima. Atualmente, apenas 49 presos estão no lugar, que tem 160 vagas.

Outra evidência de que as mortes de cinco PMs, entre o dia 13 e ontem em São Paulo, são uma retaliação do PCC é um gravação telefônica feita dia 14 pelo Denarc (departamento de narcóticos).

Na gravação, integrantes da facção criminosa presos e outros em liberdade tratam da morte de policiais.

Editoria de Arte/Folhapress

ASSOCIAÇÃO

Diretor da Associação dos Policiais Militares de São Paulo, Dirceu Cardoso Gonçalves afirmou ontem que o Estado precisa dar uma resposta rápida e concreta sobre o que tem motivado as mortes dos policiais em São Paulo.

"Existe uma tensão muito grande neste momento no Estado. Assim como o jornalista tem a caneta como arma, o policial tem uma arma na mão o tempo todo. E isso, num clima de tensão, pode gerar erros", disse.

"Sem o governo esclarecer o que tem acontecido, o policial, pressionado e com receio de perder a vida, pode cometer excessos e matar criminosos e também inocentes", explicou.

Com os ataques contra PMs sem solução e com a suspeita de que eles sejam retaliação do PCC, de acordo com Gonçalves, a sociedade também incorpora o mesmo receio dos PMs.


ANDRÉ CARAMANTE

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 17 de junho de 2012

Bolsa Família reduz violência, aponta estudo da PUC-Rio


Programa foi responsável por 21% da queda da criminalidade em SP




A redução da desigualdade com o Bolsa Família está chegando aos números da violência. Levantamento inédito feito na cidade de São Paulo por pesquisadores da PUC-Rio mostra que a expansão do programa na cidade foi responsável pela queda de 21% da criminalidade lá, devido principalmente à diminuição da desigualdade, diz a pesquisa. É o primeiro estudo a mostrar esse efeito do programa na violência.
Em 2008, o Bolsa Família, que até ali atendia a famílias com adolescentes até 15 anos, passou a incluir famílias com jovens de 16 e 17 anos.
Feito pelos pesquisadores João Manoel Pinho de Mello, Laura Chioda e Rodrigo Soares para o Banco Mundial, o estudo comparou, de 2006 a 2009, o número de registros de ocorrência de vários crimes — roubos, assaltos, atos de vandalismo, crimes violentos (lesão corporal dolosa, estupro e homicídio), crimes ligados a drogas e contra menores —, nas áreas de cerca de 900 escolas públicas, antes e depois dessa expansão.
— Comparamos os índices de criminalidade antes e depois de 2008 nas áreas de escolas com ensino médio com maior e menor proporção de alunos beneficiários de 16 e 17 anos. Nas áreas das escolas com mais beneficiários de 16 e 17 anos, e que, logo, foi onde houve maior expansão do programa em 2008, houve queda maior. Pelos cálculos que fizemos, essa expansão do programa foi responsável por 21% do total da queda da criminalidade nesse período na cidade, que, segundo as estatísticas da polícia de São Paulo, foi de 63% para taxas de homicídio — explica João Manoel Pinho de Mello.
O motivo principal, dizem os autores, foi a queda da desigualdade causada pelo aumento da renda das famílias beneficiadas.
— Há muitas explicações de estudos que ligam queda da desigualdade à queda da violência: uma, mais sociológica, é que diminui a insatisfação social; outra, econômica, é que o ganho relativo com ações ilegais diminui — completa Rodrigo Soares.
Outra razão é que muda a interação social dos jovens ao terem de frequentar a escola e conviver mais com gente que estuda.

Alessandra Duarte e Sérgio Roxo

Fonte: O Globo

sábado, 16 de junho de 2012

Diadema reduz 90% dos homicídios após dez anos da lei de fechamento de bar

Receita



Dez anos depois de implementar a Lei 2.107/02, que ficou conhecida como Lei de Fechamento de Bares, a cidade de Diadema, na Grande São Paulo, registrou uma redução na taxa de homicídios de 90,74%. Apontada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das dez melhores políticas públicas de combate ao consumo de álcool, a lei, junto com outras políticas públicas, foi determinante para a diminuição no número de homicídios em Diadema. A cidade em 1999 tinha a maior taxa de assassinatos do estado de São Paulo – 102,8 mortes para cada 100 mil habitantes - e, em 2011, reduziu esse índice para 9,52 para cada 100 mil habitantes.

“A gente tinha um diagnóstico de que os homicídios ocorriam das 23h às 4h da manhã e que tinham uma intercorrência muito grande com episódios em bares. Fizemos um corte radical de fechar os bares. Mas não foi só isso, a lei estava dentro de um plano municipal. Intensificamos as políticas para adolescentes, para mulheres, as políticas de educação”, conta a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, que era secretária de Defesa Social de Diadema quando a lei foi implementada.

Regina explica que a legislação foi precedida de um amplo diagnóstico das causas dos homicídios na cidade e que a replicação da lei em outras cidades pode não produzir os mesmos resultados. “Temos de criar leis para cada situação. Diadema necessitava dessa lei, mas eu creio que outras cidades talvez não necessitem. Não posso dizer que uma lei nacional para fechar bares traria resultado”, diz.

Segundo a prefeitura, a maioria dos assassinatos na cidade, antes da aplicação da lei, ocorriam a partir de brigas, acertos de contas e por débito no tráfico de drogas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem 386 mil habitantes.

“O grande mérito da lei de Diadema foi a forma como ela foi construída e implementada. Foi feita a partir de um trabalho de discussão com a sociedade. Outro mérito é que ela foi de fato aplicada. A fiscalização foi e é constante”, diz Carolina Mattos Ricardo, coordenadora de Gestão da Segurança Pública do Instituto Sou da Paz .

Carolina diz que a lei não teria produzido sozinha resultados positivos. Ela destaca a implementação de outras políticas públicas que, em conjunto com a nova legislação, fez reduzir a taxa de homicídios. “Diadema foi uma das cidades onde mais se recolheu armas de fogo em 2004 e 2005. Não é só a lei sozinha, houve um investimento forte em melhoria da polícia, em práticas preventivas e outras ações”.

Entre as diversas políticas públicas de segurança implantadas na cidade estão a criação do Centro Integrado de Videomonitoramento, o Serviço de Mediação de Conflitos e três planos Municipais de Segurança, o último lançado em novembro de 2011, que tem como meta, para os próximos cinco anos, estabilizar a taxa de homicídios em um dígito por grupo de 100 mil habitantes.

A polícia utiliza de seis a 15 agentes e de três a oito fiscais da prefeitura para monitorar a aplicação da lei na cidade, que tem cerca de 30 quilômetros quadrados. Desde 2002, foram fechados 32 estabelecimentos que descumpriam a legislação e notificados cerca de 3 mil.

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 12 de junho de 2012

Encontre sua Câmera Fotográfica roubada




Muito interessante o mecanismo desenvolvido por este site: se você perdeu ou teve uma câmera fotográfica roubada, basta digitar o serial da máquina no campo central da página e buscar por fotos que tenham sido postadas na internet oriundas do seu equipamento. Já pensou, encontrar o rosto do assaltante ou do receptador? Clique no banner para acessar o site.


Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com

sábado, 9 de junho de 2012

A Polícia Federal sobe nos tamancos e protesta


Rio de Janeiro




A Polícia Federal aproveitará a Rio+20 para fazer manifestações contra o governo Dilma. Com o slogan “A PF dá o sangue pelo Brasil”, delegados e agentes farão panfletagem no Galeão dia 18, auge da chegada de estrangeiros para a Conferência e, nos dias seguintes, percorrerão locais próximos ao evento criticando as condições de trabalho. Dia 20, quando Dilma chegará ao Rio, se concentrarão no Riocentro, onde funcionará seu gabinete.

Não haverá operação padrão durante a Rio+20, garante a PF. Mas os protestos serão a forma de expor as dificuldades que enfrenta. Por exemplo: o valor da diária dos que foram deslocados de outros estados para trabalhar na Conferência será de R$ 400. A presidente Dilma assinou decreto esta semana aumentando o valor, que era de R$ 200.
Sem hotel disponível a poucos dias do evento, policiais e agentes estão correndo para alugar apartamentos e dividir as despesas. Em reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, policiais brincaram que, para engordar o orçamento, iriam abrir tendas na beira da praia.

Ilimar Franco, O Globo

Fonte: Blog do Noblat

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Operação Monte Carlo - MP abre procedimentos de investigação


Envolvimento de policiais e agentes públicos citados será apurado



O MP-GO (Ministério Público Estadual) abriu um inquérito civil público e nove procedimentos preparatórios de investigação em relação à Operação Monte Carlo. A promotora de Justiça Fabiana Lemes Zamalloa do Prado instaurou os procedimentos que irão investigar as suspeitas de atos de improbidade administrativa apuradas durante a operação e contra alguns dos denunciados na ação penal do Ministério Público Federal, que está atualmente na 11ª Vara da Justiça Federal.

O referido inquérito vai apurar as condutas dos 33 policiais civis e militares acusados de envolvimento com a chamada Máfia dos Caça-Níqueis, liderada por Carlos Cachoeira. A escolha do procedimento foi feita já que os elementos de prova contra eles são mais concretos, pois o MP teve acesso à investigação da Polícia Federal. A promotora pediu que o processo corra em sigilo, em razão de as provas estarem protegidas pelo sigilo legal. Os policiais acusados já respondem à ação penal na Justiça Federal e novas documentações também foram solicitadas às Polícias Civil e Militar, incluindo informações sobre procedimentos disciplinares envolvendo os acusados.

Também serão investigados: os delegados Aredes Correia Pires, Hylo Marques Pereira, José Luiz Martins de Araújo, Mercelo Zegaib Mauad, Niteu Chaves Júnior e Juracy José Pereira; o agente da Polícia Civil Tony Batista Santos Oliveira, e os policiais militares Massatoshi Sérgio Katayama, Uziel Nunes dos Reis, Francisco Miguel de Souza, Antônio Carlos da Silva, Deovandir Frazão de Morais, Josemar Café de Matos, Antônio Luiz Cruvinel, Antonil Ferreira dos Santos, João de Deus Teixeira Barbosa, Vanildo Coelho, Teodorico Mendes Souza Filho, Adão Alves Pereira, Ana Maria da Silva, André Pessanha de Aguiar, Edmar Francisco Dourado, Emerson Rodrigues dos Santos, Jorge Flores Cabral, Júlio César Guimarães Santos, Leonam Pereira Ribeiro dos Santos, Leonardo Jefferson Rocha Lima, Luís Fabiano Rodrigues da Silva, Luiz Cláudio de Souza, Marco Aurélio Barbosa da Costa, Milton Ferreira Biliu, Valdemir Rodrigues de Araújo e Witer Dantas da Costa.

Já os procedimentos preparatórios de investigação abrangem agentes públicos no âmbito de apuração do MP citados na Operação Monte Carlo. A promotora julgou necessário colher mais esclarecimentos sobre as suspeitas levantadas, como o compartilhamento das provas encaminhadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), já que o material apurado parte de notícias divulgadas pela imprensa. Neste caso, serão investigados: Alexandre Baldy, secretário de Indústria e Comércio; Edemundo Dias, presidente da Agência Prisional; Edivaldo Cardoso, ex-presidente do Detran-GO; Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete do governador Marconi Perillo; Gilberto Ferro, delegado do 8º Distrito Policial; João Furtado, secretário de Segurança Pública; Ronald Bicca, ex-procurador-geral do Estado; Thiago Peixoto, secretário de Educação, e policiais do 8º DP.

Além deles, dois membros do próprio MP: o procurador-geral de Justiça, Benedito Torres Neto, e o promotor de Justiça Alencar José Vital. O procurador, que é irmão do senador Demóstenes Torres, afirmou que todas as medidas jurídicas cabíveis estão sendo adotadas “sobre o que foi publicado deturpada ou indevidamente” a seu respeito.

Em detrimento da amplitude das investigações, Fabiana Zamalloa ainda determinou que cada promotoria se responsabilize pelas apurações já em andamento, delimitando os fatos apurados por ela, com auxílio da também promotora Marlene Nunes. Dessa forma, as apurações relativas aos contratos com a Delta seguirão na 57ª Promotoria de Justiça, assim como as acusações sobre vereadores de Goiânia e outra sobre a promoção de coroneis da PM; já na 50ª Promotoria seguem as investigações sobre o Parque Mutirama e os serviços prestados ao Detran. O procurador-geral em exercício, Pedro Tavares Filho, se responsabilizou pelas investigações sobre o governador Marconi Perillo.


Déborah Gouthier
Fonte: Jornal Opção

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CPI reacende embate entre PF e MPF


MP X PC



A CPI do Cachoeira reacendeu uma batalha travada há anos nos bastidores entre procuradores e policiais no País. O motivo é a tramitação, em passo acelerado, da PEC 37, proposta de emenda constitucional que tira poderes do Ministério Público e dá exclusividade de investigações às Polícias Federal e Civil.

Hoje, o MP pode conduzir investigações e não aceita em nenhuma hipótese perder o controle hierárquico dos inquéritos.

Os dois lados radicalizaram nos ataques e o conflito já ameaça o resultado das investigações. A crise atingiu grau elevado nos últimos dias com declarações dos delegados das operações Vegas e Monte Carlo, que acusaram o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e sua mulher, Cláudia Sampaio, de "segurarem", em 2009, o primeiro inquérito com provas que ligavam o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) à quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira.

"O MP fica com esse discurso totalitário, imperial, mas o fato é que mal realiza suas tarefas e não tem preparo técnico-científico para comandar investigações nem treinamento para enfrentar bandidos na rua", disse o delegado Marcos Leôncio Ribeiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados Federais.

"O monopólio da investigação pela polícia afronta o estado de direito", rebateu o procurador Alexandre Camanho de Assis, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.


Vannildo Mendes, Estadão.com.br

sábado, 19 de maio de 2012

México: Terceiro general é preso por ligações com crime organizado


Advogado de general preso no México afirma que há irregularidades no processo



Braço-direito do presidente Felipe Calderón na guerra iniciada em 2006 contra o crime organizado, o Exército entrou na mira da Justiça mexicana. O governo abriu uma investigação contra três generais de alto comando do Exército numa mesma semana — dois deles já reformados em cargos de confiança.

Eles ficarão detidos por 40 dias, tempo que será usado para a apresentação de provas de supostas ligações dos militares com o narcotráfico. A terceira prisão, dois dias depois da detenção de dois generais mexicanos, despertou a indignação da opinião pública a um mês e meio das eleições presidenciais e reabriu a discussão sobre o uso das Forças Armadas no combate ao crime organizado.

A detenção que mais causou surpresa foi a do general reformado Tomás Ángeles Dauahare, que chegou a ocupar o cargo de vice-ministro da Defesa. Além dele, foram detidos o general Roberto Daw González, ainda na ativa, e, na quinta-feira, o general reformado Ricardo Escorcia Vargas.

Os três generais não são os primeiros militares investigados no país. No governo de Vicente Fox, foram processados os generais Francisco Quirós Hermosillo e Mario Arturo Acosta Chaparro. Anteriormente, no mandato de Ernesto Zedillo, o general Jesús Gutiérrez Rebollo, então responsável pelo programa antidrogas do governo, foi acusado e continua preso.


Elisa Martins, O Globo

Fonte: Blog do Noblat

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Arma de fogo faz inimigo parecer maior e mais forte

Cérebro tende a exagerar tamanho do adversário a partir da ameaça representada por um eventual objeto em seu poder

Homem com arma
Participantes do estudo indicaram que pessoas com objetos periogosos nas mãos, como armas, aparentam ser maiores (Getty Images/iStockphoto)

Um estudo produzido por antropólogos da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) mostrou que pessoas segurando armas parecem mais altas e mais fortes do que realmente são. A pesquisa, publicada hoje na revista PLoS ONE, é parte de um projeto do Escritório para Pesquisas Científicas da Força Aérea dos Estados Unidos. O objetivo é entender como pessoas tomam decisões em situações de conflito.

O estudo foi feito em três etapas distintas, com pessoas recrutadas através de anúncios na internet. Da primeira fase do experimento participaram 628 pessoas, para as quais foram mostradas imagens de quatro mãos diferentes segurando um dos seguintes objetos: uma pistola de calafetagem (ferramenta que tem a aparência de uma arma), uma furadeira elétrica, um serrote ou uma pistola.

Em geral, os participantes disseram que os modelos com a pistola nas mãos eram mais altos e mais fortes e aqueles que portavam a ferramenta de vedação, mais fracos e mais baixos. Em segundo lugar, foram indicados como mais fortes os modelos com o serrote e, em seguida, aqueles com a furadeira elétrica. A diferença entre os maiores e menores foi de 17%, em média. 

Para os pesquisadores, isso acontece porque o cérebro tende a exagerar o tamanho do adversário a partir da ameaça representada pelo objeto em seu poder. Trata-se de um mecanismo mental inconsciente semelhante ao que acontece com um animal que se defronta com um adversário 'armado' de grandes chifres ou caninos. "Nós estamos explorando a forma com que as pessoas acreditam que vão vencer um conflito e como essas impressões afetam suas decisões para entrar ou não na briga", diz  Daniel Fessler, principal autor do estudo e professor de Antropologia da UCLA.

Testes complementares — Com a preocupação de que as descobertas pudessem ter sido influenciadas pela cultura popular, o grupo conduziu outros dois estudos usando objetos diferentes. Um novo grupo de 100 pessoas avaliou o perigo representado por um pincel, uma faca de cozinha, e uma arma de brinquedo, brilhante e colorida. Foi pedido aos participantes que apontassem o tipo de pessoa que melhor se associasse ao objeto: uma mulher, uma criança ou um homem. Os participantes associaram as mulheres à arma mais letal, a faca de cozinha, o pincel foi mais relacionado a homens, e a arma de brinquedo a crianças.

A última rodada de testes foi realizada com 541 novas pessoas. A esse grupo foram apresentadas mãos masculinas segurando a faca, o pincel e a arma de brinquedo. Os pesquisadores pediram ao grupo para estimar o peso e a musculatura desses modelos de mãos. Mais uma vez, homens com o objeto mais letal, nesse caso a faca, foram julgados como maiores e mais fortes, seguidos pelos que seguravam o pincel e, por último, a arma de brinquedo. "Não é a arma do Rambo, é apenas uma faca de cozinha, mas ainda assim é letal", afirma Holbrook. "E os participantes responderam de acordo, estimando que o dono desse objeto é maior e mais forte do que o restante."


CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Weapons Make the Man (Larger): Formidability Is Represented as Size and Strength in Humans

Onde foi divulgada: revista PLoS ONE

Quem fez: Daniel M. T. Fessler, Colin Holbrook, Jeffrey K. Snyder

Instituição: Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA)

Dados de amostragem: 1269 cidadãos americanos

Resultado: Ao visualizar imagens de mãos de modelos fisicamente semelhantes segurando quatro objetos distintos, os participantes associaram as que continham uma arma ao sujeito mais forte e mais alto. Isso mostra que o cérebro humano tende a aumentar a altura e força de alguém que represente ameaça.





























Fonte: Revista Veja

terça-feira, 10 de abril de 2012

Contra crise, Grécia vai alugar serviços de policiais a particulares

Polícia na crise


A Grécia vai passar a alugar carros de polícia e os serviços de seus policiais, como forma de aumentar a receita do país, atualmente afundado em uma grave crise econômica.

O aluguel de uma hora dos serviços de um policial custará 30 euros (pouco mais de R$ 70) para particulares, ou companhias cinematográficas.

Um porta-voz policial disse que este tipo de serviço era oferecido gratuitamente em circunstancias excepcionais, mas seria agora uma forma de o país economizar dinheiro.

A Grécia passa pela maior recessão em sua história moderna.


Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Estatísticas de homicídios no DF em março superam as do Entorno

Ao registrar pelo menos 88 homicídios no último mês, a capital federal superou a região vizinha em 62% na comparação do total de assassinatos. A estatística também coloca o DF como uma das regiões mais violentas do país, ao lado de Rio de Janeiro e São Paulo



Acerto de contas, brigas de bar, disputas por pontos de droga e crime passional. Por esses e outros motivos, 88 pessoas foram assassinadas no Distrito Federal, apenas em março. Do total, 45 tinham antecedentes criminais. Os quase três homicídios por dia no mês colocam a capital do país entre as mais violentas do território nacional. Nem o Entorno apresentou estatísticas tão elevadas. Na região vizinha ao DF, considerada uma das mais problemáticas do Brasil, a polícia registrou 54 execuções, número 62% menor do que o de Brasília. A quantidade de vítimas em solo brasiliense no terceiro mês de 2012 supera com folga a média mensal de 2011, que ficou na casa dos 60 mortos — aumento de 46%.

No ano passado, 722 brasilienses perderam a vida pelas mãos de terceiros, média de 28,1 ocorrências para cada 100 mil habitantes. O maior e mais populoso estado brasileiro, São Paulo, indica taxas de 10 homicídios para cada 100 mil moradores. O estado do Rio de Janeiro tem índice de 26,5. As autoridades ligadas à área de segurança pública do Distrito Federal demonstraram preocupação com a situação de março. E anunciaram medidas emergenciais para evitar desempenho semelhante em abril.
 
 
Fonte: Correio Braziliense

domingo, 1 de abril de 2012

Operação Monte Carlo

Vazou a íntegra do inquérito que originou a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desarticulou quadrilha que explorava máquinas caça-níqueis em Goiás. São três volumes imensos, contendo diálogos travados entre Carlinhos Cachoeira e a quadrilha.

Acesse antes que tirem do ar:


Fonte: Site Jurídico High-Tech

quinta-feira, 15 de março de 2012

Crescimento da violência derruba secretário em Minas Gerais

O aumento da criminalidade em Minas em 2011, após sete anos de queda, derrubou nesta quinta-feira o secretário de Defesa Social, Lafayette Andrada, apurou a Folha. O substituído será o procurador de Justiça Rômulo Ferraz.



Andrada vinha enfrentando críticas de especialistas em segurança. Além de não ter conseguido conter o avanço da criminalidade, foi criticado por não ter divulgado números da violência durante todo o ano passado.

Os dados só foram divulgados no último dia 29, após ordem do governador Antonio Anastasia (PSDB). Dois dias depois, o governador foi para a Itália e, ao reassumir ontem o governo mineiro, promoveu a mudança.

Oficialmente, o governo mineiro informou, em nota, que "o governador solicitou ao secretário, deputado Lafayette Andrada [PSDB], que retorne à Assembleia Legislativa, onde exercerá [a] liderança [do governo]".

A criminalidade em 2011 aumentou consideravelmente em relação a 2010, caso dos homicídios: 22% em BH, 19% na região metropolitana e 16,3% no Estado.

Na média dos crimes violentos --que incluem homicídios, estupro, roubo, extorsão mediante sequestro, sequestro e cárcere privado--, o crescimento em 2011 foi de 14,5% na Grande BH.

Entre as críticas feitas à área da segurança, estão a estagnação dos programas sociais em morros e aglomerados e as dificuldades de relacionamento entre as polícias Civil e Militar.

Em 2003, na gestão Aécio Neves [atualmente senador pelo PSDB], teve início o processo de integração das polícias. Especialistas afirmam, contudo, que o desaparelhamento da Polícia Civil contribuiu para que a relação entre as polícias deteriorasse.

Aécio, padrinho político de Anastasia, entrou em cena com a crise na segurança.

Ele retornaria ontem de Washington (EUA), onde foi pedir R$ 150 milhões no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para investimento em projetos sociais na área da segurança.

"É bom dizer que Minas continua sendo dos Estados que mais investem em segurança. Mas reconhecemos que tivemos problemas nesse último ano. Houve um agravamento sobretudo dos crimes violentos e dos homicídios e é preciso que tenhamos uma ação ainda mais organizada, mais orquestrada e com mais recursos", afirmou Aécio, nos EUA, por meio da sua assessoria.


PAULO PEIXOTO
 
Fonte: Jornal a Folha